sábado, 10 de maio de 2014

Transporte Alternativo

 Reescrita
Por Aluno 24



              Na minha cidade Eldorado do Sul existe um meio de transporte não legalizado conhecido como Clandestinos; é um serviços de locomoção de Eldorado para a Capital. Onde os Clandestinos coletam passageiros com seus veículos pessoais ou alugados, cobrando o mesmo valor da passagem de ônibus. Esse tipo de transporte alternativo sempre foi muito utilizado por mim para deslocamento mais rápido para Porto Alegre.
              Então numa manhã de sábado chuvosa do mês de julho, após alguns minutos de espera na parada de ônibus da minha cidade, estaciona um carro. Recordo-me que era na cor vermelha, modelo 4 portas, com os vidros escurecidos. Muito gentilmente o condutor me pergunta se eu estava indo para o Centro, digo ao motorista do automóvel  que sim e entro no carro. Ao entrar no veículo, percebo que sou a única passageira, porem, pergunto para o motorista se ele não conseguiu pegar ninguém no meio do caminho e ele me responde dizendo que não era um Clandestino ,ou seja, ele não praticava esse tipo serviço de transporte de passageiros. Concluí ,portanto, dizendo que apenas estava me oferecendo uma carona, porque tinha me achado uma mulher bonita.
              Quando ele terminou de proferir as palavras meu coração estava batendo aceleradamente e o nervosismo tomava conta de mim. Naqueles míseros segundos que tinha acabado de entrar no automóvel comecei a pensar na besteira que fiz e de que maneira  iria sair daquela cilada. Diante dessa situação que me encontrava, procurei  não demonstrar o quanto estava apavorada por estar ali naquele carro com uma pessoa cheia de segundas intenções. Nesse dia o percurso parecia uma eternidade, por que em dias “normais” ,no máximo, em 30 minutos estou na capital. No trajeto, conversei com o motorista, perguntei coisas simples do cotidiano, como por exemplo, profissão, residência;  da mesma forma, ele também me perguntava:
- tu é casada, tens filho, qual é o teu telefone; respondia tudo sempre omitindo a verdade inclusive o meu nome; lembro que nesse dia me chamei de Maria.
              Enfim, cheguei ao meu destino sã e salva. Desci daquele carro o mais rápido possível e segui andando pelas ruas do Centro de Porto Alegre. Em vistas do ocorrido fiquei pensando:
- nunca mais eu pego carona com estranhos, com clandestinos, com ninguém. Posso dizer que aprendi uma grande lição, pois eu era acostumada a andar com os Clandestinos sem me preocupar, sem saber quem eles eram, simplesmente pagava a carona, seguia o meu trajeto. Sem duvida foi preciso uma situação assim para mim perceber o quanto eu estava colocando a minha vida em risco porque no final das contas eu não sabia se os motoristas daqueles veículos que usava para me deslocar eram pessoas de bem ou maldosas; além disso poderia me envolver num acidente de trânsito e a culpa seria exclusivamente minha, porque eu havia me colocado naquela situação de risco.
              Tudo na vida serve de aprendizado! Ao pegar carona com uma pessoa totalmente desconhecida sem se quer ser um Clandestino e me ver em perigo, eu aprendi que o ônibus da empresa Expresso Guaíba é o meio de transporte mais seguro da minha cidade; hoje faço dele a minha única opção de transporte, e não me aventuro mais a andar com estranhos. Afinal  "de seguro morreu o velho" , eu quero morrer velha e segura também.

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