sábado, 20 de maio de 2017

Parecer_ ALUNO132

Proposta 1:
O título de seu texto é "Intérmino aprendizado", porém, note que essa ideia aparece somente na conclusão. Não há um tema central – aparente desde a introdução - que guie o leitor ao entendimento de como você aprendeu/começou a escrever, mas sim descrições de experiências referentes a esse aprendizado. Entende-se, então, que o primeiro passo é refletir: qual a unidade temática do meu texto?

Vejamos, a introdução aborda a iniciação à escrita a partir do nome, mas é só no 2º parágrafo que consigo visualizar um como você aprendeu a escrever: motivada por ir além de letras do nome grafadas como representação de quem era. Essa me parece ser uma abordagem que, desenvolvida como tema central, pode ser muito interessante.

Então, minha primeira sugestão, e apenas sugestão, é você tomar esse fato de que “saber escrever o meu nome era pouco para designar aquilo que eu era” como unidade temática e desenvolvê-lo a partir da introdução até a conclusão do texto.

No 3º parágrafo há uma quebra na linearidade, você aborda outro fato, o aprendizado da escrita de redações em curso pré-vestibular, note que essa informação não se conecta com o que você vinha abordando. Portanto, minha segunda sugestão é refletir: quais informações são relevantes ao meu texto? Quais realmente auxiliam o interlocutor a entender a mensagem que quero passar?

A conclusão adiciona novas abordagens, como o fato de sentir-se temerosa e envergonhada com as produções (aliás, não se sinta!) e sua certeza de que escrever nunca será algo findado em sua vida. Novamente, as informações não se conectam com o restante do texto. Não há um fio que conduza elas até uma conclusão e que faça o leitor querer chegar até lá.

Tendo entendida a ideia de que é necessário selecionar as informações utilizadas no texto, e que devem se conectar à unidade temática, destaco outro fator: como posso dar essas informações? A necessidade principal, nesse caso, é que seja claro, objetivo e elucidativo. Por exemplo, ao abordar os “sentimentos e angústias características dos momentos que passava”, não são dados parâmetros para que se entenda que momentos são esses. Quem sabe você prioriza acontecimentos/fatos para ilustrar esse e outros momentos abordados no texto?


Portanto, sugiro que você determine, primeiramente, o tema pelo qual o texto de se desenvolverá. Seja sua ideia basear-se no aprendizado por querer representar mais do que o nome ou o “intérmino aprendizado”, é importante que escolha informações conectadas entre si, relevantes ao tema, que possam ser entendidas pelo interlocutor e que não desviem do tema definido, ou seja, que guiem o leitor do início ao fim.

Boa reescrita!

Intérmino aprendizado

Aluno 132
1 Versão


Entre os 4 e os 5 anos de idade é comum entre as crianças a vontade de aprender a escrever o próprio nome, afinal é assim que somos identificados e montamos uma ideia de ser. Comigo não foi diferente, a tarefa de grafar as nove letras que constituem meu nome foi uma grande vitória no processo de crescimento, pois eu já não era mais somente uma criança com um som, mas sim uma criança com algo escrito no papel e que designava aquilo que eu era em primeira análise.
Com o passar do tempo e com o acúmulo de experiências, o simples fato de saber escrever meu nome era pouco para designar aquilo que eu era. A vontade de transcender os limites mentais de meus pensamentos adolescentes transformaram devaneios em parágrafos, e foi então que aprendi a escrever trechos e textos carregados de sentimentos e de angustias características dos momentos por que passava.
Já com um objetivo em mente e com algumas noções adquiridas de textos mais formais ensinados na escola, me direcionei para um novo desafio escrito que foi o vestibular. Frequentando os chamados cursinhos preparatórios fui moldando minha escrita à receita pronta de redação dissertativa argumentativa. E foi assim que aprendi a escrever minha opinião sobre os mais variados assuntos com um número limitado de linhas e com as palavras certas para demonstrar aquilo que era mais convincente.
Hoje, depois de dois longos anos enquadrada no padrão de redação de vestibular, me sinto mais perto da liberdade criativa de novo. Mesmo com todo o entusiasmo presente na possibilidade da expansão escrita, ainda tenho que aprender a redigir sem me sentir temerosa ou envergonhada daquilo que produzo. Certamente esse será um processo longo de autoconhecimento e de autoconfiança, além de afirmar aquilo que eu já venho constatando ao longo dos anos: escrever nunca será algo findado na minha vida, sempre terei novos modos e novas estratégias para aprender. 

Parecer_Aluno146

Wallace, teu texto faz uma retrospectiva sobre a tua relação com a escrita como um todo, mas ainda senti falta do tema principal e do fio condutor para este tema ao longo do texto. Toma cuidado para não fazer apenas uma listagem de fatos da tua vida! O que diferencia a tua história daquela dos demais colegas? Tuas memórias são muito interessantes, mas para captar a atenção do leitor é necessário escolher uma via de acesso. Escolhe os fatos que são relevantes para a tua história. Aposta no teu diferencial! Por exemplo: a influência dos filmes, jogos eletrônicos e RPG (analógico e eletrônico, presumo) na tua escrita.

          Reflete sobre quais fatos desejas manter e detalhar, e quais não são tão relevantes para a construção de uma argumentação que costure o teu texto do início ao fim. Pude imaginar-te caminhando com o caderno na mão exibindo teu nome recém aprendido para os colegas de creche. Teu texto precisa de mais imagens e dados concretos como demonstras nesse trecho. Assim o leitor será captado pela atmosfera da tua escrita.

          Uma dica: se queres destacar algo, faça-o sem dizer: “estou destacando tal coisa”. Simplesmente destaca com a tua escrita, com a forma com que colocas as informações no texto. Mas antes reflete se esse destaque é realmente importante para o andamento da tua história. Cuida para não sair da proposta! Teu quarto parágrafo, por exemplo, quer dizer o que? Qual a ideia que tu quisestes passar com ele? Que momentos posteriores são esses de que falas?

          Finalização do texto: Construa melhor teu argumento, e construirás melhor o final do teu texto. O último parágrafo serve, a grosso modo, para encerrar a argumentação proposta ao longo do texto.

          No que diz respeito aos aspectos formais, cuide com a repetição de “destaco” e “destacar”, e com a utilização de crase quando não é preciso (antes de verbo no infinitivo).


          Aproveita a arte de escrever, que envolve muitas releituras e reescritas! 

Redescobrindo a escrever

Aluno 146
Reescrita


Aprender a escrever meu nome foi a primeira experiência que tive com a escrita, o marco inicial dessa atividade fundamental. Após o encanto infantil de redigir minhas próprias letras ser apagado pela chegada obrigatória das disciplinas escolares, como a matemática, a geografia, etc, a vontade de escrever foi reduzida à necessidade para passar de ano.
 Simultaneamente com a escola, tive uma infância envolta de muitos amigos e divertimentos, que naquela primeira década dos anos 2000 nos servia de variadas plataformas de videogame, jogos de tabuleiro e o célebre Yu-Gi-Oh (cartas de duelo que era uma "febre" na época). Curiosamente, ressurgiu a vontade de escrever nessa fase agitada da minha vida. Por quê?
Imagine não menos do que 10 pessoas, entre crianças e adolescentes, numa algazarra diária nos corredores de um condomínio; além das partidas de Yu-Gi-Oh, fazíamos uso de um enorme mapa em folha A3 para imaginarmos uma aventura medieval em partidas de RPG. Querendo tornar o jogo o mais original possível, cada um fazia a sua parte em termos de criação de conteúdo, escrevendo a biografia de seus personagens e as situações em que cada um se envolveria.
Eu, tentando parecer o mais criativo do grupo, não fazia caso de elaborar roteiros para os menos imaginativos, contanto que eles não me fizessem ficar de fora do jogo. Foi nesse ambiente de "exploração" fraternal que vi-me, pela primeira vez, sendo capaz de fazer uso da arte de escrever para manter-me identificável num grupo, sendo reconhecido por ter uma imaginação fértil.
Eis a resposta. A escrita tornou-se outra vez estimulante quando me vi beneficiado por ela ao ser estimado entre meus próximos; e quando eu menos percebia o quão valioso era o ato de escrever, já estava criando versões minhas de histórias épicas que me chamavam atenção desde aquele tempo. Não me estendia muito na elaboração do que escrevia, sabendo mesmo que não havia ânimo de minha parte para mostrar a alguem o que produzia. Mas cada vez que pegava um lápis e rabiscava algo no papel, surgia na minha mente aquelas imagens que via nos filmes e ligava-as às que ocorriam nos corredores de meu prédio. A inspiração era evidente.
Todas estas possibilidades de se escrever para tornar o entretenimento entre meus amigos mais animado foi de grande utilidade, que hoje me fazem ciente do quão importante foi ter esse momento de criação individual para estimular a minha criatividade de escrita.

22/04/2017


Como aprendi / comecei a escrever

Aluno 146
1 Versão



Trazer à tona a passagem fidedigna de quando tornei-me apto a escrever não é tarefa fácil, e acredito que para ninguém seja. Mas destacar alguns pontos memoráveis e que suscitam uma certa nostalgia me auxiliam com certeza à evocar os acontecimentos desse edificante tempo.
Há uma lembrança forte de quando eu tinha 4 ou 5 anos, e ainda frequentava o ensino infantil (creche). Dessa época, recordo que eu me exibia à todos, envaidecido por já ser capaz de escrever meu nome completo. Peregrinava com o caderno em mãos, me jactando a quem me questionava à respeito daquela caligrafia torta; expunha-lhes a nova habilidade que recém havia aprendido. Certamente, nessa idade foi quando mais escrevi meu nome, no período de 1 ano.
O ato mesmo do aprendizado de ler e escrever esteve envolvido nesse ambiente pueril. Cada sílaba, conjunção das letras (b + a = ba), os alicerces do profícuo mundo da escrita, foram-me exibidos e esclarecidos pelo trabalho docente das professoras da creche. Destaco a proficiência e candura daquelas mulheres que ensinaram-me o caminho reto e educado que me esforço a seguir até os dias de hoje.
Destaco essa etapa da minha vida por ser uma reminiscência forte, que ocasionou uma série de momentos posteriores, responsáveis por desenvolver minhas habilidades escritas e que me levaram a descobrir o mundo das letras.
Quando abro um livro hoje, e imerjo em sua história ficcional ou documental, estou sendo amparado por todo esforço didático que me abasteci do ensino público, frequentado em todos os níveis escolares. Não há como negar a qualidade dos professores de português que tive o prazer de conhecer, todos com suas peculiaridades na forma de ensinar e explicar a matéria.
Qualquer tentativa minha de buscar o momento-chave do porquê de gostar da leitura e da escrita levará também à influência dos filmes e jogos eletrônicos. Lembro de esboçar alguns textos após ver um filme de gladiadores ou jogar um RPG. Todas essas mídias me levaram também a tentar criar histórias. 
Fazer uma ponte entre essa imagem de meu nome sendo redigido por mim e a tarefa de escrever um texto lembrando justamente daquele tempo é um exercício saudosista, que retransmite a felicidade daquela infância.