quinta-feira, 1 de junho de 2017

Parecer_Aluno167

Proposta 1
167, seu texto não apresenta uma unidade temática bem definida. Sugiro que se pergunte: Qual aspecto da minha aprendizagem quero destacar para o leitor? Tome cuidado neste momento para não fugir da proposta: como aprendi/comecei a escrever. Lembre-se que seu texto precisa desse fato principal a ser desenvolvido através de fatos secundários, ideias e reflexões. O tema central é o fio condutor da sua escrita, que vai guiando o leitor, e instigando-o a ler mais. É necessário também que os parágrafos “conversem” entre si, isto é, que eles sigam e se conectem a partir dessa lógica interna do texto. Cuide, desta forma, para não começar um tema novo a cada parágrafo! No seu terceiro parágrafo, por exemplo, há uma ruptura na narração, pois aparecem informações novas, que não “conversam” com as que já foram anteriormente apresentadas!
Ao ler seu texto senti falta de imagens concretas, fatos, memórias e acontecimentos desenvolvidos. Lembre-se que o leitor não lhe conhece, e precisa de parâmetros e definições para compreender melhor onde você quer chegar com tal e tal coisa, e assim “adentrar” na sua escrita. Por exemplo: a imagem da sua irmã lhe ensinando a ler e escrever. Posso quase formar essa imagem na minha cabeça, mas ainda necessito de mais informações, mais concretude! COMO ela fazia isso? Em que lugar? Foi porque você já rabiscava, como disse no primeiro parágrafo, ou foi iniciativa dela? Aproveite essa imagem para costurar seus parágrafos e tornar o seu texto mais palpável! 
Cuide também para que seu texto não crie falsas expectativas ao leitor, como, por exemplo, na passagem do seu segundo parágrafo, quando você diz “Em um primeiro momento, isso aconteceu em casa mesmo”, dando a impressão de que haverá um „segundo momento‟, no entanto você não apresenta objetivamente o segundo momento.
Recapitulando: Atente para que seu texto não seja apenas uma listagem superficial de acontecimentos e memórias! Escolha um tema central e desenvolva suas ideias e reflexões a partir dele, fazendo uso de imagens concretas, dados e informações. Mas lembre-se: neste caso, menos é mais. O leitor pode confundir-se com informação em demasia. Escolha o necessário para explicitar seu questionamento e desenvolver seu tema, o resto fica para outros textos!

Boa reescrita!

COMO COMECEI A ESCREVER

Aluno 167
1 versão


Meus primeiros contatos com leituras e escritas foram antes mesmo de eu aprender a fazê-los. Sempre gostei de brincar de ler livros, escrever e contar histórias. Isso começou, aproximadamente, aos meus três anos de idade. Lembro-me que várias vezes escrevia histórias ou cartas em formas de rabiscos em papéis e entregava para alguém ler. E, quando a mesma tentava fazer a leitura não conseguia por aquela não ser uma real escrita. Então, pedia-me para ler e eu o fazia com muito gosto. No entanto, isso era apenas uma brincadeira para mim. 
Mais tarde, em torno dos meus cinco anos, comecei – realmente – a aprender a ler e escrever. Em um primeiro momento, isso aconteceu em casa mesmo. Minha irmã mais velha, na época com quatorze anos, dedicava algumas horas do dia para ensinarme a formar sílabas, a compreender os sons das letras e a incrível formação das palavras. Esse processo não foi simples, eu acreditava ser bastante difícil – e era, de fato – o que ela me propunha e, por vezes, entristecia-me e desistia. Porém, as desistências eram curtas porque logo ela voltava e tentava mostrar-me como aquilo podia ser divertido. 
Iniciei minha vida escolar aos seis anos, no primeiro ano do ensino fundamental I. Antes, essa fase era chamada de pré-escola. Recordo-me que criei muitas expectativas com base nas informações que minha irmã havia dito, mas tive uma pequena decepção: nessa fase da escola muito pouco tive contato com a escrita. A professora detinha-se a propor desenhos para colorir e demais atividades lúdicas, sem focalizar a leitura e escrita.   
Nesse ano de pré-escola, minha irmã seguia mostrando-me como escrever e propondo-me exercícios diários. Não sei dizer o momento exato em que aprendi a escrever, mas sei que foi nesse período porque lembro-me perfeitamente de iniciar a primeira série sabendo formar frases simples e com uma familiaridade com as letras.
            A partir do momento em que aprendi a escrever, senti-me totalmente diferente de quem ainda não sabia fazê-lo. Era como se o fato de eu conseguir expressar-me através da escrita me fizesse estar em um mundo completamente diferente do que eu tinha vivido até aquele instante.   

Como comecei a escrever

Reescrita
Aluno 176


A vida de um ser humano é marcada por inúmeros momentos, experiências... de alguns nos recordamos claramente, independente do passar dos anos, outros, são deletados de nossas memórias, é natural. Aprender a falar é umas das coisas mais emocionantes e primordiais a uma pessoa, depois disso, aprender a ler, e então, escrever, coisas tão simples e naturais, que muitas vezes não as damos a devida importância, nem lembramos sobre como começamos a executá-las.
            A fala aprendemos com a convivência. A leitura nos instiga para ser aprendida, se apresentando por todos os lados, nos deixando curiosos. Mas e a escrita? Eu diria ser a mais complicada do trio. Cada um vive a sua própria experiência, talvez você não esteja interessado na minha, ou talvez esteja esperando que eu comece a conta-la desde o início desse texto, provavelmente esteja imaginando que é uma história chata, sobre experiências comuns que acontecem a todos quando estão sendo alfabetizados, mas posso dizer que a minha história, apesar de ter passado por essa etapa, apresenta algumas peculiaridades.
            Minha (talvez) peculiar experiência, a qual me fez tomar grande gosto por escrever, aconteceu no ensino fundamental, com a assistência de uma amiga. Estávamos na idade de desejar novos episódios em nossas vidas, a procura de romance, amigos, popularidade. Com isso, acreditávamos que poderíamos ser ótimas escritoras de pequenas narrações que representavam esse sentimento. Isso porquê nesse mesmo período, mantínhamos um caderno de redações na aula de português, e recebíamos alguns elogios pela forma que redigíamo-las, principalmente nos textos romantizados.
            Além disso, nas séries iniciais eu já havia escrito algumas resenhas, muito informais e ingênuas de livros infantis, que me trouxeram também motivação para a escrita. Juntas, então, eu e minha amiga criamos um tumblr, uma espécie de blog, onde postávamos os textos que escrevíamos em conjunto, sempre complementávamos uma a outra buscando dar a cada texto o que achávamos necessário para que fizesse sucesso entre nosso meio social (aí que entra a tal popularidade).
            Seguidamente fazíamos divulgações para nossos amigos, pedíamos para que lessem e dessem suas opiniões, embora as críticas fossem duras de aceitar: “não entendi o que vocês queriam dizer com essa parte”, “não gostei muito, parece que falta alguma coisa” ... adolescentes não aceitam críticas com muita receptividade, como se sabe, fechávamos a cara algumas vezes, mas acabávamos entendendo que não éramos perfeitas escritoras formadas, e que os julgamentos vinham porque pedíamos e precisávamos.
            Confesso que deixei de lado essa minha parte escritora por alguns anos, no ensino médio não era por isso que eu tinha interesse, esse, estava direcionado às festas e me continha somente a escrever resumos e redações exigidas. Contudo, ele não morreu pela escrita, prova disso, é que agora curso Letras, buscando reviver essa parte de mim, trazendo para minha vida não somente a escrita, mas como também o aprendizado de novas línguas, que se tornaram uma paixão.


Parecer_Aluno176

O seu texto apresenta uma série de experiências suas com a escrita, de forma cronológica. Você exemplifica bem os fatos, no entanto, note que não há uma unidade temática que guie o leitor. Sugiro que você tente expor algum fato, acontecimento ou tema que considere relevante à sua iniciação à escrita e desenvolva o texto a partir dele.
Pense, por exemplo, qual dos momentos explicitados no texto lhe parece mais ligado ao tema “como comecei/aprendi a escrever” ou, então, em alguma reflexão acerca de sua iniciação que possa ter relação com todos esses momentos. O importante é que as informações sejam secundárias a um único tema, ou seja, que sirvam de elucidação e não como listagem de experiências.
Qual experiência pode instigar mais o leitor? Suas resenhas de livros infantis; o caderno de redações; ou o blog compartilhado com a amiga? O texto deve convidar o leitor para participar de uma solução de uma questão levantada pelo autor. Esse questionamento não necessariamente deve ser apresentado como uma pergunta, mas algo que faça o leitor mobilizar energias intelectuais.
Tendo isso em mente, forneça dados sem dispersões, que se conectem ao assunto entre os parágrafos. É importante que você pense que o interlocutor não lhe conhece, não conhece seus conceitos e visões. Portanto, os dados devem ser concretos para que seja possível que a mensagem seja entendida.

  

Como comecei a escrever

Aluno 176
1 Versão

A escrita para mim, durante as séries iniciais, foi sempre muito estimada. Lembro-me de uma professora, na 1ª e 2ª série, que pedia à turma resenhas de livros infantis, escolhíamos uma história que nos interessasse e após a leitura, transmitíamos o que nos recordávamos e nossa percepção do que havia sido lido. Essa tarefa me era bastante satisfatória, e adorava a valorização que recebia, tanto por minha dedicação, tanto pelo texto.
            Já durante o ensino fundamental, uma nova professora nos incentivava a escrever por meio de um caderno de redações. Algumas vezes ficávamos livres para criar uma história, outras, tínhamos tema delimitado e da mesma forma, elogios e críticas construtivas me incentivavam a cada vez mais encontrar identificação com a escrita.
            Durante esse período, juntamente com uma amiga, criei na internet um tumblr, uma espécie de blog, onde criávamos nossas histórias. Como estávamos no início da adolescência, nossos temas preferidos eram romances, dramas, relações, coisas que nos faziam sonhar e captavam nosso espírito naquele momento. Para divulgar nossos textos, frequentemente pedíamos para outros amigos e colegas os lerem, embora fosse difícil lidar com as críticas que apareciam em algumas ocasiões.

            Dessa forma se deu minha iniciação e entusiasmo, mesmo que no ensino médio eu tenha me atido somente às dissertações-argumentativas visando provas, lembrar principalmente da fase em que escrevia com minha amiga, acarreta em saudade e também à pergunta: por quê deixei esse hábito de lado? Escrever é uma forma de expressão, ainda que existam inseguranças, e ter prazer em fazê-lo é realizador.