sábado, 20 de maio de 2017

Parecer_ALuno145

145, gostei do teu texto! Ainda assim têm alguns ajustes que podem ser feitos para ficar ainda melhor. O antagonismo entre a escrita que gostas e a escrita que não gostas pode ficar mais nítido, se tu achas que este ponto vale a pena, por exemplo. Senti falta de um argumento mais nítido costurando o teu texto, que o diferencie dos demais. A imagem que me marcou da leitura do teu texto foi a do teu pai jornalista te inspirando e te ajudando. Explora melhor essa ideia! Insere mais imagens no teu texto, mais dados concretos junto aos fatos e argumentos que consideras mais relevantes para o teu tema central. O leitor precisa desses detalhes para acessar a tua história. São essas imagens que possivelmente serão lembradas posteriormente. Cuida para não fugir da proposta!
O parágrafo final serve para fechar a argumentação proposta ao longo do texto, toma o cuidado de não introduzir muitas informações novas ali! Tente posicionar estas informações ao longo do texto para enriquecer teu argumento.
No que diz respeito aos aspectos formais, atenta à utilização de “que” no último parágrafo, e para a extensão do teu primeiro parágrafo. Muitas vezes é melhor “enxugar” as informações da introdução, pois ela é a porta de entrada para o teu texto.

Aproveita a arte de escrever, que envolve muitas releituras e reescritas!

Quando comecei/aprendi a escrever

1 versao
aluno 145




Meu primeiro contato com a escrita se deu na primeira série do ensino fundamental, onde finalmente saí do mundo de colorir desenhos e passei a utilizar as palavras aprendidas no ensino infantil para criar algo que tivesse um significado maior do que uma casinha entre duas montanhas e um pôr do sol. Por ser filha de um jornalista, me fascinava a ideia de escrever um texto que meu pai pudesse ler, assim como ele fazia com os textos dos repórteres do jornal onde trabalhava, mesmo que na época não soubesse direito a diferença entre escrever um texto qualquer e escrever uma matéria para ser publicada. O único problema é que antes de escrevê-lo, acabei descobrindo que não era só de redações que a escola se resumia, posto que todas as disciplinas exigiam escrita, não só o Português como eu acreditava.
            No entanto, nada me dava mais prazer do que escrever redações sobre como haviam sido as férias, o que tinha feito no final de semana ou sobre algum assunto aleatório dado em aula. Antes de entregá-las para a professora, pedia a opinião do meu pai, que sempre seguiu uma linha mais realista e – no meu ponto de vista de criança – um pouco cruel, quando mostrava os erros que eu havia cometido e pedia para refazê-las. Hoje agradeço por cada correção de vírgula, tempo verbal e acentuação, porque se não fosse por elas, não teria descoberto que o aprendizado vem dos erros, não dos acertos.
            Quando cheguei ao ensino médio, no começo dos preparativos para os vestibulares, descobri que as dissertações argumentativas poderiam se tornar inimigas mortais dos gêneros textuais que eu tanto gostava de escrever, bem como as narrativas, os contos e as crônicas. Redigir um texto naquele formato de introdução, desenvolvimento e conclusão ensinado pelos meus professores, com um determinado número de minutos para terminar e aquele pensamento que estava escrevendo “apenas por escrever” ou apenas para conseguir uma nota me deixava desconfortável. Assim aprendi que nem sempre iria escrever sobre as coisas que gosto e da maneira que gosto para atingir meus objetivos.
            Desde então, e a cada dia mais, fui me descobrindo na escrita e me apaixonando pelo poder das palavras de modificar a sociedade, seja por gerar debates em âmbito social, seja por permitir que as pessoas saiam um pouco de suas rotinas e se percam em algum romance que as leve para um local longínquo que esteja apenas em suas imaginações. Erra quem pensa que escrever é mais fácil do que resolver uma equação matemática, pois se trata de um longo processo, e acima de tudo, de um exercício de amadurecimento.

Como comecei a escrever

Aluno 121
Reescrita



Comecei a escrever na minha infância, com certeza como consequência dos vários estímulos culturais, sobretudo artísticos, que me foram bombardeados inocentemente pelos meus pais.
  Com o decorrer da civilização, a arte foi caracterizada por ter várias qualidades, dentre elas, a que primeiro me vem na mente é a capacidade de de gerar sensações nas pessoas, sejam boas ou ruins. Estranhamento, regozijo, horror, arrependimento e muitas outras. Acredito que fui percebendo esse efeito precocemente. Lembro que quando era bem pequeno meus pais viam várias vezes um documentário dos Beatles, e eu, que já adorava as músicas deles, logo me familiarizei com os próprios artistas e suas personalidades. Assim, ficava fascinado com o jeito deles de ser e como isso se traduzia em cultura, principalmente pelos shows, discos e até em entrevistas. Dessa forma, além de gostar de ouvir música, ver filmes e dos livros infantis que liam pra mim, comecei a gostar de ser um pouco descontraído no meu jeito de ser. Mais do que tudo, gostava de escolher bem as palavras no dia a dia, especialmente para provocar quebras de expectativa nas pessoas. Como David Bowie respondeu à pergunta de um entrevistador: "eu coleciono, sou um colecionador de sotaques, de ideias, de personalidades".
             A escrita, então, passou a ser bastante útil para canalizar essa energia irreverente, pois, como acontece com algumas crianças, ela acabava fugindo de controle. Escrever servia - e serve - como válvula de escape para o hábito, algumas vezes impulsivo, de ir calculando excessivamente a fala, o que inclusive faz com que as palavras percam consistência. A escrita  para mim serve como equalizador, uma prática para organizar os pensamentos, e filtrar os excessos que podem conduzir a uma retórica vazia. Isto não significa, é claro, abrir mão de uma tom artístico ou coisa do gênero, mas sim aprender a utilizá-lo com parcimônia, sem esquecer o que de fato quer ser dito.
              Uma coisa que realmente me auxiliou nisso, foi  desenvolver uma leitura mais consciente. Até os treze anos eu lia de uma forma bastante mecânica, buscava atingir o prazer que diziam que se encontrava nos livros, mas na verdade na maioria das vezes era mais uma foleação de páginas sem de fato mergulhar nas histórias. Tudo mudou quando eu finalmente decidi ler o escritor cujo nome eu compartilhava, e eu sabia - era por causa dele que eu me chamava assim, e durante muito tempo foi o único erico que eu tinha como companheiro: Erico Veríssimo. O livro: O Continente 1. Uma vez que a excitação do momento, o encontro dos dois grandes Ericos, fora controlada, abri o livro e comecei a ler. Alguma coisa aconteceu quando comecei a visualizar as letras, pela primeira vez estava lendo sem ter a consciência de que estava lendo, acabei as duas primeiras páginas com um suspiro. Finalmente tinha experimentado a magia que a leitura proporcionava, e tinha sido apenas duas páginas! Fiquei me perguntando quanta coisa eu devia ter deixado passar nos livros que eu "tinha lido" até então.
Novamente a arte e suas maravilhas mexendo com a minha cabeça. Então os livros realmente eram uma porta aberta para o leitor se maravilhar . Então as palavras realmente eram poderosas e podiam mexer com as pessoas. Graças ao Erico, eu desenvolvi não apenas o inestimável prazer pela leitura, má também o respeito pelas palavras. Entendi que seria mais eficiente utilizá-las como signos linguísticos, pois a magia estava nos significado que elas traziam. Não era apenas um agrupamento de letras, que formavam palavras, que formavam frases, que formavam parágrafos, que formavam capítulos, que formavam livros. Como disse Graciliano Ramos, “a palavra não foi pra enfeitar, para brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer”.

Parecer Aluno 121





Unidade Temática
O texto deve ter um tema/ questão/fato a ser desenvolvido, por isso não é apenas uma lista de informações e também deve conter exemplificações que demonstrem o envolvimento do autor com o tema desenvolvido



Concretude
O texto deve ser informações concretas para que o interlocutor consiga as assimilar naturalmente. Devem ser oferecidos exemplos para o leitor confrontar com o que conhece.



Questionamento
O texto deve mobilizar energias intelectuais do leitor, de forma que o convide para participar de uma possível solução pra questão levantada pelo autor.



Objetividade
Há um tema claramente definido. O texto é autônomo, contém todas as informações necessárias para a sua leitura. São usadas palavras/ termos que designam confeitos concretos.

Como comecei a escrever

Aluno 121
1 versao


Eu comecei a escrever na escola. As primeiras tarefas eram escrever sobre histórias que a professora apresentava. Aos poucos essas tarefas começaram a me interessar, pois exigiam que eu desenvolvesse uma autonomia: tinha que prestar atenção nos enredos, fazer interpretações sobre as personalidades e as relações das personagens e traduzir isso em palavras.  Logo também comecei a gostar de ler os livros selecionados no colégio, principalmente ficção infanto-juvenil, e a partir da empolgação que surgia com a leitura, aumentava o interesse por descobrir palavras novas e conhecer a história dos escritores e os seus processos de escrita, o que dinamizava as possibilidades para compor os textos.
            Como meus pais e meus irmãos mais velhos também cursaram Letras, sempre tive acesso a vários livros em casa. Os que mais me interessavam eram biografias, livros de movimentos artísticos e alguns romances. Naturalmente, Literatura e Língua Portuguesa eram as minhas matérias favoritas no ensino médio, o que me dava um estímulo para escrever as redações do colégio (geralmente dissertações sobre quadros sociais contemporâneos).
            Por gostar muito de música também, eu e alguns amigos liamos várias revistas musicais e por um período escrevemos algumas matérias imitando o estilo dessas revistas. Escrevíamos sobre algumas bandas, primeiro explicando as trajetórias e legados para os possíveis leitores (que na verdade eram apenas professores, amigos e familiares) e por último contando sobre as próximas atividades desses artistas.

            Algumas vezes me senti confortável em escrever textos mais subjetivos, tentando expressar questionamentos e interesses advindos da convivência social, que surgiam principalmente das discussões feitas na sala de aula. Assim, esses textos auxiliavam a organizar e renovar as ideias, dando suporte aos debates no colégio e se servindo deles.