Reescrita
Por Aluno 45
Eu tenho um
jardim na minha janela. Nele existem pequenas rosas, orquídeas ainda sem flor
(são difíceis de conquistar), alfazema, jasmim, flor-de-maio e onze-horas.
Minha vida com as plantas nem sempre foi tão florida, alguns anos antes eu tive
a capacidade de matar um cactus de sede - sim, de sede.
Parecia que eu e as plantas falávamos línguas diferentes. Eu não era capaz de entender do que elas precisavam. Quando tinham sede eu não notava, quando estavam molhadas demais eu seguia aguando. Elas não me diziam que apenas precisavam de mais sol, tão pouco me pediam sombra fresca. E assim tantas flores presenteadas eu deixei secar e morrer. Já tinha decidido que elas não eram para mim, que eu não tinha mão boa para plantio, como diz o povo. Até que adotei uma roseira miniatura, rosa claro e me dediquei aos seus cuidados. Tive a alegria de ver os botões nascerem e as flores se exibirem, exalando seu perfume doce. Assisti com menos felicidade as pétalas perderem a cor e caírem.
No auge do verão eu fui viajar para o interior por quinze dias, durante os quais deixei minha tia encarregada de aguá-las. Na véspera do ano novo, voltei pra casa, descansada e alegre, esquecida do meu jardim suspenso. Ao chegar em casa, encontrei minhas flores secas, galhos inteiros mortos, minhas pobres plantinhas haviam sofrido. Eu não veria suas flores se abrirem na temporada de seu apogeu e ainda podia matar as plantas delicadas, acabando de vez com minha experiência de jardinagem.
Todo o esforço e dedicação que eu coloquei nas minhas rosas havia se perdido apenas por diminuir a quantidade de regas. Claro, eu podia culpar minha tia, mas a culpa não era dela - era minha. Eu me comprometi com aquele vaso, não ela e eu que abandonei o compromisso e embarquei nas merecidas férias sem pensar duas vezes. Como resultado disso me sobraram alguns poucos galhos verdes e sem folhas. Achei que a perda seria total, que morreriam todas e meu jardim viraria apenas caixa de terra, mas com carinho consegui recuperar a vitalidade delas. Logo já nasciam folhas novas e com elas a esperança.
Assim, descobri o principal pedido que minhas plantas haviam me feito por tanto tempo: atenção! Elas pediam e precisavam do meu cuidado, que se perdeu na tradução da sutil linguagem dos vegetais. Eu tive a sorte de aprender com minhas rosas, fui feliz de vê-las florescer novamente, ainda mais formosas e darem preciosas recompensas do meu zelo em forma de cachos de botões. Quando lembro do meu cactus, tão pequeninho em um vaso do diâmetro de um copo, murcho, sei que não fui capaz de entender seu pedido de água. Hoje vendo os resultados do meu esforço, eu sei que para cuidar de outro ser é preciso atenção e dedicação.
Parecia que eu e as plantas falávamos línguas diferentes. Eu não era capaz de entender do que elas precisavam. Quando tinham sede eu não notava, quando estavam molhadas demais eu seguia aguando. Elas não me diziam que apenas precisavam de mais sol, tão pouco me pediam sombra fresca. E assim tantas flores presenteadas eu deixei secar e morrer. Já tinha decidido que elas não eram para mim, que eu não tinha mão boa para plantio, como diz o povo. Até que adotei uma roseira miniatura, rosa claro e me dediquei aos seus cuidados. Tive a alegria de ver os botões nascerem e as flores se exibirem, exalando seu perfume doce. Assisti com menos felicidade as pétalas perderem a cor e caírem.
No auge do verão eu fui viajar para o interior por quinze dias, durante os quais deixei minha tia encarregada de aguá-las. Na véspera do ano novo, voltei pra casa, descansada e alegre, esquecida do meu jardim suspenso. Ao chegar em casa, encontrei minhas flores secas, galhos inteiros mortos, minhas pobres plantinhas haviam sofrido. Eu não veria suas flores se abrirem na temporada de seu apogeu e ainda podia matar as plantas delicadas, acabando de vez com minha experiência de jardinagem.
Todo o esforço e dedicação que eu coloquei nas minhas rosas havia se perdido apenas por diminuir a quantidade de regas. Claro, eu podia culpar minha tia, mas a culpa não era dela - era minha. Eu me comprometi com aquele vaso, não ela e eu que abandonei o compromisso e embarquei nas merecidas férias sem pensar duas vezes. Como resultado disso me sobraram alguns poucos galhos verdes e sem folhas. Achei que a perda seria total, que morreriam todas e meu jardim viraria apenas caixa de terra, mas com carinho consegui recuperar a vitalidade delas. Logo já nasciam folhas novas e com elas a esperança.
Assim, descobri o principal pedido que minhas plantas haviam me feito por tanto tempo: atenção! Elas pediam e precisavam do meu cuidado, que se perdeu na tradução da sutil linguagem dos vegetais. Eu tive a sorte de aprender com minhas rosas, fui feliz de vê-las florescer novamente, ainda mais formosas e darem preciosas recompensas do meu zelo em forma de cachos de botões. Quando lembro do meu cactus, tão pequeninho em um vaso do diâmetro de um copo, murcho, sei que não fui capaz de entender seu pedido de água. Hoje vendo os resultados do meu esforço, eu sei que para cuidar de outro ser é preciso atenção e dedicação.
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