terça-feira, 13 de maio de 2014

A final, o que significa aprender?

1ª Versão
Por Aluno 6


Desde o nascimento o ser humano é obrigado a se defrontar com situações não planejadas ou esperadas que, no entanto, resultam em experiências, ensinamentos que imperceptível são incorporados em sua vida. O primeiro, talvez um dos mais importantes, ocorre no nascimento. Neste momento todos somos submetidos a uma baforada de ar semelhante ao fogo expelido pelos dragões dos desenhos animados, que nos obriga abrir os pulmões e respirar. Claro que este acontecimento vem acompanhado de choro, quem sabe dor sentida nos frágeis pulmões pueris. Mas dessa parte ninguém lembra o que fica é o resultado: aprendemos a respirar com os alvéolos. Assim seguimos, utilizando este conhecimento de maneira automática até o último sopro.
Entretanto, a nossa cultura não costuma chamar este tipo de acontecimento de aprendizado uma vez que se dá de forma inconsciente e é imanente do ser humano. Classificamos como aprendizado as experiências externas. Por isso ao tratar do tema me recordei de quando comecei a utilizar um instrumento de fazer furos, vulgo furadeira.
Tudo começou quando me mudei de Esteio, onde morava com meu pai, para São Leopoldo. Como ocorre em toda a mudança, depois de abertas às caixas, organizados os móveis e roupas chega o momento da decoração. Vasos com flores se espalham pela casa, tapetes já se encontram sob os pés, mas ainda falta algo. Vejo a luz de o sol entrar pela janela e lançar suas garras de águia sobre os móveis. Percebo, então, o que falta: as cortinas. Surge então a pergunta: a quem pedir auxilio para colocá-las? Já não posso mais contar com meu pai, pois se mudou para uma cidade do interior do Estado. Entretanto, me deixou o importante legado de resolver por nós mesmo os problemas domésticos sempre que possível. Ele fazia tudo em minha casa, desde trocar uma simples lâmpada a consertos hidráulicos e elétricos. Seguindo seus passos resolvi me arriscar e utilizar a furadeira. O resultado foi positivo. Os furos da parede e os buracos dos suportes da cortina encaixaram-se como luvas nas mãos. Dominada a ferramenta não parei mais, e estantes aéreas, quadros, varais de roupas começaram a fazer parte do ambiente.
Percebi que aprender é incorporar experiências. Não importando se são de origem inconsciente ou racional e assim a cada dia somos mais sábios que no dia anterior.





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