1ª
Versão
Por Aluno 36
Caros
amigos que aqui estão presentes, agora vou contar-lhes um fato que ocorreu em
2010, no ano que a minha afilhada nasceu. Naquela época eu era estudante de
Design Gráfico do Centro Universitário Ritter dos Reis e estagiária do setor de
informática do Ministério público do estado do Rio Grande do Sul.
No
Ministério Público, para a função de designer gráfica, geralmente mantinham
duas estagiárias, uma que trabalhava pela manhã e outra que trabalhava pela
tarde. Em 2009, uma amiga minha que trabalhava lá havia saído e por esse motivo
ela indicou para o seu chefe eu e mais outras duas amigas nossas para concorrer
a vaga. Dentre as três amigas a escolhida para ocupar a vaga fui eu. Acho que
eu devo ter sido a última a ter feito a entrevista, pois no final da entrevista
fui informada que a vaga era minha.
Quando
comecei a trabalhar no Ministério Público, eu era a única estagiária, pois
naquela época as duas estagiárias anteriores haviam saído. Eu era uma
estagiária dedicada, meu turno era pela manhã. Eu sempre chegava cedo, algumas
vezes antes do meu chefe, e ficava pela tarde também, afinal eu era a única
estagiária daquele momento. Não, eu não ganhava hora extra. Eu gostava do que
fazia lá e as horas passavam rápido. Eu saía do trabalho e ia direto para a
faculdade.
Eu
tinha uma colega na faculdade que trabalhava para uma operadora de celular e
nunca havia trabalhado na nossa área, design gráfico. Ela não sabia usar nenhum
programa para efetuar as tarefas de um designer gráfico, mas queria muito
trabalhar na área.
Fiquei
com pena dessa minha colega e quis dar uma força para ela, pois afinal se
ninguém der oportunidade não se consegue experiência profissional. O meu chefe
gostava muito de mim porque eu era muito dedicada e estava precisando de outra
estagiárias para que eu não ficasse sobrecarregada. Foi aí que eu tive a
“brilhante” ideia de indicar essa minha colega para trabalhar comigo. Meu chefe
a contratou sem saber que ela não era qualificada para a vaga, pois confiava em
mim. Eu me senti um pouco culpada na época porque eu não havia dito para o meu
chefe que ela não sabia usar os programas necessários.
Quando ela começou a trabalhar em 2010 eu
ensinei ela, com toda a paciência, a usar Corel
Draw e Photoshop. No início, todo
o trabalho continuava para mim, pois ela estava aprendendo e não tinha a
agilidade para fazer banners e lay-outs. Detalhe: o meu chefe não sabia
disso. Ele pensava que nós duas trabalhvámos juntas.
O
tempo foi passando e eu me dei conta de que ela já tinha aprendido a usar os
programas, pois sempre que ela tinha dúvidas, perguntava para mim e eu ia lá e
ajudava. Fiquei feliz por ajudá-la e ver que havia aprendido. O problema foi
que eu continuava a fazer a maioria do trabalho sozinha.
Como
eu trabalhava sempre muito mais horas do que devia e agora já tinha outra
estagiária eu pedi para o meu chefe para me dispensar por alguns dias para eu ir
para Erechim, no nascimento da minha afilhada. Eu tinha horas sobrando, a
viagem não me prejudicaria. Se eu não tivesse também não teria problema pois as
horas faltantes seriam descontadas no salário.
Fui
para Erechim e quando retornei para o trabalho eu estava cheia de trabalho
acumulado. Achei muito estranho, pois só havia faltado três dias. Perguntei
para a minha colega o que ela havia feito nesse período que eu estava ausente.
Ela ficou brava comigo, alegando que eu não era chefe dela para ficar cobrando
trabalho. Ela não havia feito nada e, a Paula aqui, teve que fazer tudo
sozinha.
Moral
da história: jamais indique alguém para trabalhar só porque essa pessoa é tua
amiga ou porque tem pena dela. Outra dica: nunca indique um só pessoa, assim só
será contratada se for qualificada para a vaga.
Eu
fui burra por ajudar uma pessoa que se aproveitou da minha “bondade” ou
burrice. Eu trabalhava por duas e ganhava por uma. Ela ganhava a mesma coisa e
aproveitava para fazer trabalhos da faculdade no estágio, ao invés de
trabalhar. Pessoas “malandras” sempre existirão. Cabe a nós não nos deixarmos
explorar.
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