quarta-feira, 14 de maio de 2014

É vivendo que se aprende

1ª Versão
Por Aluno 39


            Esses dias me pediram que eu falasse sobre um fato que significou, pra mim, um aprendizado. Pensei em tantas coisas, já aprendi a andar de bicicleta, o que não foi fácil, cai muito e meu irmão, um garoto quatro anos mais velho que eu e que adora rir de mim, se curvava dando risadas cada vez que eu caia. Também já aprendi a falar inglês, fiz um curso de inglês em Porto Alegre e ia as aulas todos os sábados as nove da manha. Eu já aprendi até a montar o cubo mágico, ganhei um de presente e fiquei umas cinco horas assistindo vídeos do youtube para aprender as fórmulas.
            Nossa eu já aprendi a fazer tantas coisas. Mas eu deveria escolher uma só. Talvez então eu pudesse falar sobre o intercambio que fiz quando tinha quinze anos para os Estados Unidos, lá sim, aprendi muito, sobre muitas coisas. Aprendi desde a fazer check in, até compreender que as pessoas que moram em Viamão no Rio Grande do Sul têm pensamentos muito diferentes das pessoas que moram em Austin no Texas. Mas não, não consigo me decidir. É muito difícil escolher uma coisa só, logo eu, que aprendo tantas coisas novas todos os dias.
            E foi pensando que eu nunca poderia me decidir em escolher um fato só, que percebi qual era o mais importante. Não, eu não posso falar do cubo magico, ou da viajem, ou da bicicleta. Nada disso foi fácil aprender, e é justamente isso que aprendi com todos esses fatos. Aprendi que tudo, absolutamente tudo é possível. Quando não desistimos de andar de bicicleta por causa dos tombos aprendemos a andar. Quando não nos importamos em acordar cedo no sábado para estudar, adquirimos o conhecimento que buscamos nesse estudo. Quando um desafio nos é oferecido e, com paciência, buscamos decifra-lo, vemos que é possível encarar todo o desafio lançado.

            Esse foi o meu maior aprendizado, de que não importa o quanto difícil algo possa parecer, é sempre possível realiza-lo. Com duas colheres de determinação, uma colher de paciência, uma pitada de esperança, um litro de vontade, não tem como não dar certo. E se até eu, uma menina de dezessete anos hoje, moradora da cidade de Viamão pôde aprender a montar o cubo mágico, a falar inglês e a sair do país. Quem não poderá? 

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