terça-feira, 13 de maio de 2014

Flores Secas

1ª Versão
Por Aluno 45


        Eu tenho um jardim na minha janela. Nele existem pequenas rosas, orquídeas ainda sem flor (são difíceis de conquistar), alfazema, jasmim, flor-de-maio e onze-horas. Minha vida com as plantas nem sempre foi tão florida, alguns anos antes eu tive a capacidade de matar um cactus de sede - sim, de sede.
         Parecia que eu e as plantas falávamos línguas diferentes. Do que ela precisava? Um dia eu molhava muito, no outro faltava água. E assim tantas flores presenteadas eu deixei secar e morrer. Até que adotei uma roseira miniatura, rosa claro e me dediquei aos seus cuidados. Tive a alegria de ver os botões nascerem e as flores se exibirem, exalando seu perfume doce. Assisti com menos felicidade as pétalas perderem a cor e caírem.

         No auge do verão eu fui viajar para o interior por quinze dias, durante os quais deixei minha tia encarregada de aguá-las. Na véspera do ano novo, voltei pra casa, descansada e alegre, esquecida do meu jardim suspenso. Ao chegar em casa, encontrei minhas flores secas, galhos inteiros mortos, minhas pobres plantinhas haviam sofrido.
         Todo o esforço e dedicação que eu coloquei nas minhas rosas havia se perdido apenas por diminuir a quantidade de regas. Claro, eu podia culpar minha tia, mas a culpa não era dela - era minha. Eu me comprometi com aquele vaso, não ela e eu que abandonei o compromisso e embarquei nas merecidas férias sem pensar duas vezes. Como resultado disso me sobraram alguns poucos galhos verdes e sem folhas. Achei que a perda seria total, mas com carinho consegui recuperar o dano.
         Assim, descobri nas flores que com falta de cuidado perdemos aquilo que nos é caro. Isso serve tanto para plantas, para animais, quanto para pessoas. Eu tive sorte de aprender com minhas rosas e ainda fui feliz de vê-las florescer novamente, ainda mais belas e formosas, mas quando lembro do meu cactus, sei que nem sempre é assim.

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