Reescrita
Aluno 88
Em algumas quintas-feiras à tarde leio um texto de
minha autoria, assim como meus colegas, que leem seus próprios textos. É, para
mim, um pouco difícil escrever e ler para eles, pois as palavras saem de dentro
de mim, sendo assim existe uma grande exposição – mesmo em um texto objetivo,
por exemplo – minha ali. Inseridas nesse costume semanal, existem mais
dificuldades, tanto em escrever quanto em ler em voz alta.
Essas
dificuldades começam ao tentar ligar o notebook, ao que a tentativa encoraja,
de alguma forma, a minha gata a se aproximar cada vez mais e dormir sobre o
teclado. Tudo bem, ainda restam alguns dias para continuar escrevendo.
Ao
acabar de escrever, com o prazo de entrega da proposta já quase no fim, releio
o texto e percebo que não gostei do que escrevi, portanto reescrevo-o, às vezes
apenas mudando parágrafos ou frases. Aqui, analiso o texto, tentando várias
vezes aprimorá-lo, com quase certeza de que não está ficando como eu pensara
que ficaria... Então, apenas o finalizo.
Na
semana seguinte, leio em voz alta meu texto, expondo alguma parte minha. Nesse
momento, é engraçado como os erros se enaltecem com facilidade ao ouvi-lo,
mesmo que por mim. A crítica recebida dos colegas é sempre útil, pois teremos
que reescrever – para mim, uma (re)reescrita, pois já havia reescrito meu texto
anteriormente, ao não me simpatizar com o original – essa proposta.
Novamente,
todo o ritual começa. O notebook decidindo se deve ligar ou não, a gata
aproximando-se para aproveitar a oportunidade de dormir... Assim se dá o
processo: como um looping.
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