terça-feira, 14 de junho de 2016

Reescrita
Aluno 77



Caros leitores, agora eu contarei uma história sobre um querido companheiro: o meu gato, cujo nome é Godard. Para começar a narrar, preciso enfatizar o meu apreço pelo meu gato. Desde o princípio, ainda filhote, o Godard era um gato afetuoso e senti-me ligada a ele imediatamente.
 Desde muito nova eu gostava de gatos, da serenidade que eles carregavam e da beleza que esboçavam. O Godard era amarelo, possuía um corpo esguio e ágil. O seu bigode era composto por fios brancos, porém, se sobressaía no conjunto um fio longo e preto. Possuía olhos grandes e verdes. Era comum durante as noites vê-lo dormindo sobre a escrivaninha do quarto. Seguia-me pelos cômodos da casa, enlaçava-se entre as minhas canelas e miava pela comida. Éramos parceiros e eu tinha tanto carinho pela sua companhia que dei a ele o nome de um diretor francês cujos filmes gostava muito. Em uma tarde como qualquer outra, cheguei em casa e não encontrei Godard em lugar nenhum. Não me assustei em princípio porque o gato costumava se esconder pelos cantos da casa e às vezes passear pelas casas vizinhas. Deparei-me, no entanto, com as horas que corriam rápido no relógio, e me senti aflita. Sou uma pessoa otimista, por isso decidi esperar até a manhã seguinte.
Logo outro dia surgiu. Abri as venezianas da sacada e encontrei o pote de ração ainda cheio. Senti-me aflita e saí pelas ruas, perguntei aos vizinhos se tinham visto o Godard. Não obtive notícia nenhuma. Assim se passaram mais dois dias, e nenhum sinal do meu amigo. Já bastante assustada, não achei outra solução além de espalhar cartazes pelo bairro com fotos e conversar com os vizinhos, em busca de alguma informação ou notícia sobre o paradeiro do Godard. Desanimada pela falta de êxito, sentei-me e adormeci sobre a mesa, porém logo despertei com um som baixo e distante, que logo foi se tornando mais claro. Desci as escadas rapidamente, e, não pude acreditar: lá estava o meu amigo, de volta, faminto e com a expressão faceira de todos os dias. Naquele momento, senti uma sensação de alívio por ter meu companheiro de volta. Peguei o gato no meu colo e vislumbrei no pequeno animal todo o apreço que sentia por ele.  

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