segunda-feira, 20 de junho de 2016

Reescrita texto 01: apresentação pessoal

Aluno 113
Reescrita


Para realizar a complexa tarefa de me apresentar, comecei a refletir de que maneira poderia iniciar meu texto. Uma boa alternativa seria começar do início, não? Pensando nisso, fui consultar minha mãe sobre alguma informação da minha infância, da qual eu não me recorde e que possa ter algum reflexo naquilo que sou hoje. Então lá vai, vamos ao começo de tudo.
Nasci numa noite fria de outono, dez dias antes do previsto pelos médicos. Dia de feriado nacional. Seria esse um prenúncio de que minha vida seria um eterno feriado? Antes fosse, mas não é o caso. A inquietação desde o momento de vir ao mundo só demonstra minha ansiedade e desassossego diante de situações que precisam de alguma solução, nos dias de hoje. O problema é que essa solução nem sempre vem tão rápido assim, me deparo diversas vezes com o medo de errar, com a insegurança fazer uma escolha da qual possa me arrepender depois e por isso acabo pensando e repensando um pouco além da conta. Posso dizer que estou sempre entre “você não pode errar” e a conhecida máxima “errar é humano”. 
Sim, eu compreendo que errar é humano, mas acertar também não é? Nós, seres humanos, somos submetidos a escolhas a todo momento, desde a hora que acordamos até a hora de dormir. Imaginem vocês que, ao sair de casa, você pode escolher um caminho até a faculdade e não outro e perder o grande amor da sua vida, ou então escolher não jogar na loteria e deixar de ser milionário. São muitas as possibilidades. Embora sempre pensativo, vejo que são essas escolhas que podem ser certas ou erradas que dão mesmo o curso da vida. Você escolhe algo hoje e amanhã já poderá escolher outra coisa diferente e assim por diante. Me sinto sempre inquieto por fazer opções que modifiquem meu dia, minha semana, minha vida. 
Ansiedade, desassossego, insegurança, vontade de fazer diferente é o que me divide e me move sempre. Acredito ser impossível que essas três coisas caminhem separadas. Nos momentos em que preciso tomar decisões sérias e concretas, como escolher cursar Letras, é um grande problema. Por outro lado, quando posso pensar e repensar várias vezes, postular hipóteses, como “será que posso mudar o mundo?”, é um grande deleite. O mais importante é não deixar que essas forças tão próximas façam com que eu deixe de escolher ser quem eu sou.



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