segunda-feira, 10 de julho de 2017

“ ...e a infelicidade esvaia-se quando estava na companhia de alguém especial...”

Aluno 138
Reescrita


Ele era jovem, já tinha alguém em sua vida, além de uma colega querida. E casou-se. Sim, e ao que me foi contado, um casamento curto e quase que inteiramente infeliz.
Mas ele ainda tinha a colega, que após as aulas se encontrava com os amigos em um bar, onde ele também costumava ir, e em trocas de olhares e poucas palavras, ela tornou-se especial em sua vida.
Depois de algum tempo, as conversas e olhares deixaram de ser apenas no bar, passeios e encontros de fato foram se achegando a suas rotinas, criou-se uma amizade com “algo a mais”...
Enquanto havia feito uma amiga, estava perdendo a esposa, sim, o casamento de apenas alguns meses não estava evoluindo, no entanto, o motivo do fato não diz respeito a terceiros, a não ser os envolvidos.
Aos poucos ele foi percebendo que a infelicidade esvaia-se quando estava na companhia de alguém em especial... Uma amante? Sim, e ele enfrentou inúmeras barreiras para conseguir a aceitação da sociedade diante de seus atos, sendo considerado como alguém desonesto e não confiável. Então a decisão foi tomada, se divorciou da esposa, e assumiu o namoro com a amante.
Incorreto da parte dele? Concordo, no entanto há certos aspectos para analisar, como por exemplo: ele estava em um casamento infeliz, o qual desistiu e deixou para trás, casando-se com a amante, casamento esse que gerou dois filhos, um pai batalhador, humilde, carinhoso e dedicado... ou seja, uma vida feliz. Vinte anos de casados já se passaram, e muitos mais estão por vir, seria incorreto da parte dele buscar a felicidade?
Bem, eu não culpo você por julgá-lo. Eu o julgaria, com certeza, mas não agora, que sei o que aconteceu e como aconteceu, aprendi a não julgar antes de saber os fatos, mas admito que comecei a entender melhor, quando soube a quem esse fato pertence. Afinal, você não procura defender os seus pais?

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