domingo, 19 de junho de 2016

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Aluno 106


Minha família se formou com o divórcio do 1° casamento de meu pai e a viuvez de minha mãe, ambos vindos com filhos de seus respectivos antigos casamentos. Dessa forma, sou a décima filha de minha mãe e sétima filha de meu pai. Somos todos naturais da pequena Anita Garibaldi, uma cidadezinha no interior de Santa Catarina. Acredito que por ter muitos irmãos o desejo pela independência sempre esteve forte em mim. Durante a infância, aprendemos a cuidar uns dos outros e a si mesmo. Ainda que fosse a irmã mais nova que, consequentemente, recebia maior atenção, gostava de fazer as coisas sozinha.
Por vista de melhores condições e oportunidades, no Ensino Médio, aprovei o exame do IFRS - Campus Caxias do Sul (Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul) e me mudei para a casa de uma de minhas irmãs, por parte de mãe, que mora em Caxias, para poder estudar. Este foi um passo importante na minha formação acadêmica e pessoal, pois concluí o Ensino Médio com um diploma técnico-profissional e a experiência de um estágio.
Ao pensar em minha futura profissão, não poderia deixar de lado minha paixão por linguagens e literatura. Costumava devorar livros em semanas, e me perdia nas letras e melodias das músicas estrangeiras desde muito cedo. Contudo, jamais pensei em ser professora, até receber aulas de grandes mestres que me ensinaram muito mais do que os conteúdos de sua ementa, não apenas professores de português, mas das exatas e biológicas também. Estes me inspiraram a ser mais, a partir de então, desejei ser um agente transformador da sociedade, desejei ser professora.
O sonho da universidade federal veio logo após ter feito a escolha do curso. A felicidade foi imensa quando meu nome foi publicado na listagem de aprovados, decidi então largar tudo mais uma vez para iniciar uma nova etapa.
Atualmente vivo em uma república juntamente de seis meninos, por mais estranho que possa parecer ser a única fêmea da casa, a experiência tem sido muito divertida, busco tirar aprendizado de tudo que vivo. Apesar de bater a saudade de casa algumas vezes, sinto que estou onde deveria estar. Ás vésperas dos dezenove anos, já não tenho grandes crítricas ao funk e superei minha aversão por sertanejo. Se tornar eclético é quase que automático quando mudanças ocorrem na vida. Quanto aos anos que projeto em Porto Alegre, tenho consciência das dificuldades, porém a UFRGS representa um desafio e um sonho para mim.
 

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