1 Versão
Aluno 106
Minha
família se formou com o divórcio do 1° casamento de meu pai e a viuvez de minha
mãe, ambos vindos com filhos de seus respectivos antigos casamentos. Dessa
forma, sou a décima filha de minha mãe e sétima filha de meu pai. Somos todos
naturais da pequena Anita Garibaldi, uma cidadezinha no interior de Santa
Catarina. Acredito que por ter muitos irmãos o desejo pela independência sempre
esteve forte em mim. Durante a infância, aprendemos a cuidar uns dos outros e a
si mesmo. Ainda que fosse a irmã mais nova que, consequentemente, recebia maior
atenção, gostava de fazer as coisas sozinha.
Por
vista de melhores condições e oportunidades, no Ensino Médio, aprovei o exame
do IFRS - Campus Caxias do Sul (Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do
Rio Grande do Sul) e me mudei para a casa de uma de minhas irmãs, por parte de
mãe, que mora em Caxias, para poder estudar. Este foi um passo importante na
minha formação acadêmica e pessoal, pois concluí o Ensino Médio com um diploma
técnico-profissional e a experiência de um estágio.
Ao
pensar em minha futura profissão, não poderia deixar de lado minha paixão por
linguagens e literatura. Costumava devorar livros em semanas, e me perdia nas
letras e melodias das músicas estrangeiras desde muito cedo. Contudo, jamais pensei
em ser professora, até receber aulas de grandes mestres que me ensinaram muito
mais do que os conteúdos de sua ementa, não apenas professores de português,
mas das exatas e biológicas também. Estes me inspiraram a ser mais, a partir de
então, desejei ser um agente transformador da sociedade, desejei ser
professora.
O
sonho da universidade federal veio logo após ter feito a escolha do curso. A
felicidade foi imensa quando meu nome foi publicado na listagem de aprovados,
decidi então largar tudo mais uma vez para iniciar uma nova etapa.
Atualmente
vivo em uma república juntamente de seis meninos, por mais estranho que possa
parecer ser a única fêmea da casa, a experiência tem sido muito divertida,
busco tirar aprendizado de tudo que vivo. Apesar de bater a saudade de casa
algumas vezes, sinto que estou onde deveria estar. Ás vésperas dos dezenove
anos, já não tenho grandes crítricas ao funk e superei minha aversão por
sertanejo. Se tornar eclético é quase que automático quando mudanças ocorrem na
vida. Quanto aos anos que projeto em Porto Alegre, tenho consciência das
dificuldades, porém a UFRGS representa um desafio e um sonho para mim.
Nenhum comentário:
Postar um comentário