Aluno 118
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Entrar na universidade é difícil, tanto o ingresso quanto a permanência no curso são fatigantes. Dedicamos muito tempo, dinheiro e expectativas (próprias e alheias) na obtenção de um diploma que, normalmente, tem por finalidade nos instrumentalizar para o mercado de trabalho. Nos deparamos com a complexidade dos fenômenos que cada campo de estudo se outorga e análises simplistas não nos satisfazem mais.
Assim, quando nos deparamos com a vontade de iniciar um novo curso, ou mesmo trocar o curso, nos deparamos com uma espécie de martírio. Amigos, parentes e conhecidos começam uma infinidade de perguntas e opiniões: “Por que tu tá fazendo isso? “; “O curso anterior era “inútil”?”; “Nossa, eu até acho legal, mas não aguentaria mais quatro anos daquilo”; entre tantos outros “argumentos” que mostram o julgamento apressado de cada indivíduo.
Ter coragem para realizar essa transição é difícil. Julgar o amigo da escola que decide desistir do último ano da faculdade de psicologia para se arriscar em conseguir uma vaga no curso de medicina é fácil. Pensar que o amigo que trabalha, faz pós-graduação e uma outra faculdade é amalucado parece simples. Ver a amiga que trabalha quarenta horas com filhos pequenos iniciando uma nova graduação parece loucura.
São esses exemplos ocorridos com pessoas próximas a mim que me fizeram ter coragem para pensar em “recomeçar” esse ciclo. Tentar ver o mundo através de outras lentes de uma nova área é difícil, mas com o passar do tempo a tendência é a de se readaptar e conseguir fazer conexões mais estreitas com o que já se conhece (mesmo que superficialmente) sobre o campo acadêmico.
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