domingo, 9 de julho de 2017

Como comecei a escrever.

Reescrita
Aluno 160


A escrita veio como algo natural na minha vida, comecei a escrever com atividades simples em sala de aula e posteriormente através de pequenos parágrafos, bilhetes e listas de supermercado, sempre  incentivado pelos meus pais. Com o passar do tempo a escrita passou a ser encarada de uma maneira mais seria devido ao meu interesse pela leitura; após ler toda a Coleção Vagalume. Livros infanto-juvenis da época os quais os jovens tínham acesso nas bibliotecas de suas escolas. Versavam sobre aventuras de meninos por uma cidade como no livro Tonico e Carniça  ou no Menino de Asas, pela ideia passada em seu título logo me interessou. Como não querer ser escritor do Escaravelho do Diabo, uma história de detetive envolvente devorada por mim como se não fosse possível deixar para outro momento a sua leitura.
Nesse momento desejei ser como aqueles autores capazes de me prender por tanto tempo em uma leitura me fazendo esquecer de tudo que passava ao meu redor. Foi então que resolvi escrever algumas coisas nesse estilo: policiais, detetives, mortes, mistérios algo com o qual o leitor ficasse preso ao meu livro do início até seu fim. Percebi então as leituras dessa coleção insuficientes para me tornar um escritor, acreditava que precisava de mais leituras, pois meu pai sempre me alertava só escreve bem quem lê bastante. Então parti para alguns clássicos da literatura passei a ter interesse em escrever algo no estilo, escrevi algumas coisas, mas não continuei. Infelizmente por pouco incentivo dos professores os quais não fomentavam atividades de escrita tendo seu enfoque mais na gramática, logo me parecia que saber todas aquelas regras era uma obrigação de um bom escritor e por achar aquilo um tédio e também por ter uma certa resistência em submeter os meus textos a avaliação de pessoas desconhecidas acabei deixando de lado esse interesse pela escrita.
Ao ingressar no Ensino Médio uma excelente professora foi responsável pela volta da minha vontade de escrever. A gramática agora, uns dos motivos pela minha parada no hábito de escrever, passou a ter menor relevância em sala de aula. A produção textual era agora atividade mais incentivada, outro aspecto importante foi proposta de

uma análise mais crítica do texto. Onde éramos incentivados a ter uma postura  mais ativa à qual nos fazia analisar os textos de maneira menos inocente, sempre com o objetivo de descobrir a ideia por trás do texto e atentar para a sua ideologia, por mais isento nos poderia parecer, ela a possuía. Com essa nova visão, a  escrita passou a ser algo desafiador e mais interessante, por ter uma nova perspectiva mais ativa e crítica frente a qualquer leitura.
Esse aprendizado fez com que a minha atenção para a escrita se tornasse maior, pois passei a ter a ciência que tudo o que escrevo leva a minha opinião e por meio dela posso influênciar, expor minhas ideias e persuadir o meu interlocutor. Sendo assim a partir dessa nova concepção a escrita passou a ter um significado diferente, pois agora seria um escritor mais consciente. Nesse momento aquele menino interessado em escrever aquelas aventuras infanto-juvenis, mas que acabou parando, teve despertada a sua motivação pela escrita.  Agora um pouco mais velho e com uma grande incentivadora a escrita retoma um lugar importante em minhas atividades,  produzindo alguns textos de temas  variados.
Ou seja a escrita no início para mim foi algo adquirido naturalmente pelo simples interesse em reproduzir histórias da coleção que havia lido e depois com a experiência do Ensino Médio passou a ser algo mais interessante e desafiador. Porém acredito ser apenas um começo de uma grande estrada  a qual terei muitas leituras, escritas e reescritas até dominar a arte da escrita.

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