domingo, 9 de julho de 2017

Superando barreiras.

Aluno 143
Reescrita


“Eu não desisti deles” essa frase eu levo comigo, desde quando meu amigo chamado João me relatou da ajuda que ele deu para uma família, que teve sua casa completamente queimada e ajudou eles se reerguerem de uma forma muito solidaria.  
Era composta pelos pais e quatro filhos, duas meninas e dois meninos, eram muito podres, passavam por diversas necessidades, por muitas vezes não tendo o que comer e o que vestir. O inverno era a estação mais complicada para essa família. A casa era bem pequena mal cabiam eles. Os pais tinham o costume de todas as noites, acenderem uma vela no quarto onde dormiam as quatros crianças juntas. Nunca pensaram que o pior pudesse acontecer, no qual uma vela que era para ajudar os filhos ter uma boa noite de sono, por um descuido se tornou um pesadelo.  
O acontecimento ocorreu em Novembro de 2016, um dia pelo meio da noite os pais acordaram com um barulho de madeira estalando, um cheiro muito forte, viram que as crianças estavam dormindo, pois não tinha nenhum barulho de movimento na casa, sem saírem do quarto, com medo, começaram a pensar no que estaria acontecendo, porém não demorou muito ao perceberem que a casa estava pegando fogo. Correram os pais para pegarem seus filhos e de fora enxergar o fogo queimando as simples paredes, as poucas roupas virando retalhos, a pequena casa indo para baixo. Desesperados e sem saber o que fazer ficaram ali, junto com a comunidade que se fazia presente no local.
Foi um acontecimento muito triste, que enquanto ele estava me contando essa história eu ia me colocando no seu lugar, ia imaginando aquela sena de desespero e aflição que aquela família estava sentindo, e a angustia do meu amigo por saber que naquele momento não se podia fazer nada. João é muito solidário, mesmo passando por diversos problemas ele sempre quer ajudar de alguma forma. Ele não consegue segurar as lagrimas no momento que me conta quando viu a família correndo, com as crianças no colo desesperados, vendo a casa pegar fogo. Isso me tocou muito, pois eu comecei a perceber o quanto devemos nos importar com os outros, pois naquele momento ele teve misericórdia e comecei a pensar mais sobre isso.
Então logo de manha, no dia seguinte ele queria ajudar aquelas pessoas, foi  atrás de doações, procurando em igrejas que tinham perto da sua casa coisas que poderia ser útil. Criou uma pagina no facebook com o intuito de chamar mais pessoas que podem se conscientizar com o caso e queiram ajudar assim como João. Algo que ele me relata que foi bem trabalhoso, mais não desistiu de fazer, foi reunir toda a comunidade que tem no local que ele mora para saírem atrás de ajuda, por mais simples e pouco que seja.
Felizmente ele Conseguiu muitas doações como, roupas, brinquedos, comidas. Logo depois da arrecadação ele entregou todas as coisas para a família. Foi uma emoção enorme, eles não esperavam que aquilo pudesse acontecer, as crianças ficaram numa faceirice ao ver comidas e brinquedos e os pais nem se falam, chegaram chorar de emoção.  Foi um gesto lindo que meu amigo fez, essa ajuda ao próximo sem olhar quem é, grande importância que levo sempre para mim esse ensinamento que tive a possibilidade de adquirir.
Essa história envolvendo uma família humilde e tudo que o João me contou me fez parar para refletir, que ele é simplesmente incrível, porque ele vem de uma família pobre também, muitas vezes passou fome, frio, condições precárias e ele em nenhum momento foi individualista, simplesmente quis ajudar e deixou todas as suas dificuldades de lado, pois o que importava naquele momento era a família que estava sofrendo.
Nunca devemos desistir das pessoas, porque sabemos que se estamos ruins sempre tem alguém pior que de alguma forma  podemos ajudar. Sempre com honestidade, sabendo nos colocarmos no lugar dos outros, porque se fossemos aquela família estaríamos rezando para alguém nos socorrer. As pessoas hoje em dia pensam apenas nelas e sabemos que podemos mudar esse quadro agindo da mesma maneira que ele fez, ajudando com amor se doando para aquilo e nunca desistir, nunca esperar algo em troca, pois João ganhou uns dos abraços mais honestos, com uma sensação de alivio, e sem muito angustia. Acredito que foi a maior recompensa que ele teve e que nós podemos ter, vamos fazer o bem, mesmo sendo aquela pequena ajuda porque só se todos se juntarem para abraçar uma causa é que a humanidade tomará um rumo certo.

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