segunda-feira, 10 de julho de 2017

Como comecei a escrever

Aluno 149
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O mundo das palavras sempre pareceu-me fascinante. Antes mesmo de aprender a escrever, cada uma das palavras que encontrava nos livros ou revistas, despertavam em mim um encanto inexplicável. Comecei a escrever definitivamente com mais ou menos 6 anos, uma idade em que a descoberta de um mundo exterior começa a florescer.
Na escola, a elaboração de frases e pequenos textos tornaram-se frequentes, e isso estimulou meu interesse em inventar histórias. Ter um lápis na mão e um caderno para escrever o que surgia repentinamente, transformou-se em minha rotina. Foi assim que desenvolvi meu amor pelo ato de escrever.
Fui completamente incentivada por minhas professoras do Ensino Fundamental e Médio, que gostavam de minhas redações, contos e narrações. Certa vez, uma delas pediu à turma que escrevêssemos uma narração em primeira pessoa. Escrevi, então, “Morrer por Amor”, sobre uma mulher que mata o homem por quem é apaixonada ao descobrir ser na realidade sua amante, suicidando-se logo em seguida. No final, ela revela ao leitor que estava grávida. Minha professora, ao corrigir o texto, escreveu-me um bilhete: “Excelente! Deveria ser publicado! ” Mas, jamais o publiquei.
Ao longo do tempo, meu modo de escrita acabou moldando-se e amadurecendo simultaneamente. De textos simples e infantis, passei a escrever histórias mais densas, que envolvessem a infinidade das angústias humanas: o amor, o medo, o vazio existencial, as incertezas que nos cercam, a felicidade, a tristeza.... Escrevi uma novela e inúmeros textos que, em sua maioria, ficaram inacabados. Muitas vezes, algumas ideias não passavam de uma única frase, ou de pequenos diálogos escritos sempre à mão. Algo que ainda acontece.
Escrever tornou-se minha ferramenta de autoconhecimento, uma demonstração de que é possível dar vida e voz aos sentimentos que insistem em continuar cravados na alma.

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