Aluno 61
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Falam-me constantemente que tenho um “gênio forte” – seja por lutar pelos ideais em que acredito, seja por expôr minhas opiniões sem ter medo de retaliações ou discordâncias. Acredito que essa definição esteja correta, e ela realmente parece verdadeira quando olho para trás e vejo como eu, de fato, sou uma pessoa firme. Tive alguns problemas durante minha infância e pré-adolescência que me fizeram enxergar o mundo de uma maneira diferente; passei a ser mais questionadora na medida em que fui amadurecendo. À época eu não era familiarizada com rótulos de ideologias, mas sempre fui feminista porque, desde pequena, acreditei na equidade entre os gêneros. Além disso, ainda bem jovem, percebi a desigualdade que existe no tratamento dado a homens e mulheres – o que me fez chegar a conclusão de que o mundo não é justo com algumas pessoas. Isso, para mim, significou uma enorme mudança de pensamento e, consequentemente, de atitudes, e é o que me move até os dias atuais.
Essa “bagagem” que carrego se materializou na escrita, e é dessa forma que consigo explanar meus pensamentos em relação às desigualdades presentes em nossa sociedade. Quando escrevo, consigo organizar minha mente e traçar linhas de raciocínio em relação a determinadas situações, das mais simples às graves – creio, inclusive, que essa seja a principal função do ato de escrever. Tenho grande prazer, também, em complementar a paixão da escrita com a leitura; contudo, meus favoritos não são os clássicos como Machado de Assis, mas sim os autores que fazem análises socio/antropológicas sobre a humanidade. Esse tipo de coisa faz parte de mim e compõe boa parte da minha personalidade. Talvez o meu “gênio forte” advenha, em partes, dos meus gostos.
Posso soar um pouco fatalista ao longo dessa pequena descrição, mas deixo claro que acredito em mudanças de ideologia e personalidade – a subjetividade humana não é estanque, muito pelo contrário: nós mudamos, sim, e mudamos muito. Eu também mudei. Mas meu desejo de deixar um mundo mais justo para as próximas gerações, assim como minhas avós deixaram, não irá mudar. Não posso dizer que é inato, mas posso garantir que essa construção ideológica que há em mim foi feita com o melhor e mais forte dos cimentos. É impossível, por exemplo, que eu abandone a minha felicidade ao ver mulheres sobrevivendo a certos tipos de violência ou minha tristeza ao ver pessoas com frio e fome numa noite de inverno.
Sem mais delongas, essa sou eu, Nathália, 18 anos de idade. Entrei na Letras por acaso e tenho a intenção de continuar. Espero encontrar outras pessoas que, assim como eu, tenham um “gênio forte”.
Essa “bagagem” que carrego se materializou na escrita, e é dessa forma que consigo explanar meus pensamentos em relação às desigualdades presentes em nossa sociedade. Quando escrevo, consigo organizar minha mente e traçar linhas de raciocínio em relação a determinadas situações, das mais simples às graves – creio, inclusive, que essa seja a principal função do ato de escrever. Tenho grande prazer, também, em complementar a paixão da escrita com a leitura; contudo, meus favoritos não são os clássicos como Machado de Assis, mas sim os autores que fazem análises socio/antropológicas sobre a humanidade. Esse tipo de coisa faz parte de mim e compõe boa parte da minha personalidade. Talvez o meu “gênio forte” advenha, em partes, dos meus gostos.
Posso soar um pouco fatalista ao longo dessa pequena descrição, mas deixo claro que acredito em mudanças de ideologia e personalidade – a subjetividade humana não é estanque, muito pelo contrário: nós mudamos, sim, e mudamos muito. Eu também mudei. Mas meu desejo de deixar um mundo mais justo para as próximas gerações, assim como minhas avós deixaram, não irá mudar. Não posso dizer que é inato, mas posso garantir que essa construção ideológica que há em mim foi feita com o melhor e mais forte dos cimentos. É impossível, por exemplo, que eu abandone a minha felicidade ao ver mulheres sobrevivendo a certos tipos de violência ou minha tristeza ao ver pessoas com frio e fome numa noite de inverno.
Sem mais delongas, essa sou eu, Nathália, 18 anos de idade. Entrei na Letras por acaso e tenho a intenção de continuar. Espero encontrar outras pessoas que, assim como eu, tenham um “gênio forte”.
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