Reescrita
Aluno 85
Existem duas máximas que cercam minha
história como ser humano, são elas: “a vida é feita de escolhas” e “cada
escolha uma renúncia”. Durante minha “longa” vida (com mais afinco no ensino
médio) debrucei meus olhos sobre duas paixões, letras e informática. A primeira
me confortou como um manto quente em uma linda manhã de inverno. Mas a
verdadeira paixão teve início por meio de projetos de pesquisa e extensão que
participei ao longo de minha vida acadêmica no IFRS Câmpus Feliz. Diferente de
Letras, a informática me abraçou de forma rápida e fugaz, como um “amor à
primeira vista” afinal, era a modalidade que escolhi cursar.
Sob esse viés, ao final de meu último ano
no ensino médio precisava escolher uma de minhas paixões. Mas como pudera eu?
Afinal, ambas são paixões, e áreas que gosto de trabalhar claro que cada uma
com seus jeitos e características. Até que tomei ciência que não precisava
escolher, e assim, tentar fazer cursos que me deixem feliz e abranjam as duas
áreas. Isso mesmo! Optei por fazer dois cursos que são considerados “opostos”,
mas como já dizia o cientista Isaac Newton “os opostos se atraem”, não é mesmo?
Nesse sentido, como bom ariano
(satanáries) estou sempre envolvido com mais de uma “função” ao mesmo tempo, e é
dentro desse movimento que existe espaço para notar alguns traços de minha
personalidade e relaciona-los com minhas escolhas de curso. Por exemplo, Letras
não é considerada uma ciência humana o que significa que existem muitas
questões envolvendo interpretação, sentimento e pensamentos. Tais características
também podem ser encontradas em minha personalidade só que de uma maneira diferente,
como o fato de ser uma pessoa amiga, que gosta de intender e aconselhar meus
amigos no que se refere a problemas desde emocionais até as diversas
inseguranças e desconhecimento da vida universitária. Em contraponto, existe
meu lado prático, as vezes ríspido e autossuficiente que se aproxima da
informática, que é uma ciência exata cuja, não existe meio termo, é 8 ou 80.
Levando
em consideração o que foi supracitado, posso dizer com a licença poética que
sou “uma metamorfose ambulante”, afinal a humanidade precisa do singular, o
mundo nunca seria o que hoje (mesmo que com os problemas) se não existissem as
peculiaridades e o “elemento X” de cada indivíduo, o meu, encontrei na escolha
de dividir minha vida entre “opostos”. Qual o seu?
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