1ª Versão
Por Aluno 31
Passei
minha infância na casa dos meus avós paternos e na creche, pois meus pais
trabalhavam fora. Por possuir o hábito de observar as pessoas, sempre vi meu
avô lendo muito, e por conta disso, possui um conhecimento amplo e
diversificado. Adoro, até hoje, ouvir suas histórias e seus conhecimentos.
Então como isso me fascinava comecei a leitura, e não parei mais.
Sempre
lia no colégio, e com esse costume adquiri um vocabulário diversificado e mais
culto, o que muitas vezes afetava a convivência na sala de aula, pois na minha
escrita tentava expor as palavras que conhecia, e meus colegas diziam que
queria me sobressair perante os professores. Mas quando se lê e se conhece
palavras novas, queremos falá-las, escrevê-las, o que nem sempre era/é
compreendido. Já tive discussões por causa dessa paixão, alguns amigos já me
repreenderam porque me despedia deles nas redes sociais e ia ler um livro,
diziam que essa minha paixão por leitura só fazia que eles gostassem menos de
ler. Apesar de todo o preconceito e represálias agradeço ao meu avô querido,
esse fascínio pelos livros, e posso dizer com toda certeza de que não mudaria
nenhuma opção de leitura, todas foram muito importantes para minha formação
cultural e como pessoa.
Quero,
quando ficar mais velha, ter todo o conhecimento, ou mais, que meu avô, meu
exemplo de pessoa, de caráter, de vida, possui. Tento incansavelmente, passar a
minha irmã esse hábito, quero que ela veja como é delicioso saborear uma
leitura, como é mágico se transpor para outra vida, outra realidade. Com os
livros podemos viver o mundo sem sair de casa, claro que viagens são válidas,
mas nem sempre são possíveis, os livros nesse sentido são mais acessíveis. Mas
até agora não obtive sucesso, as redes sociais interferem muito nesse hábito.
Para a geração dela, ler não é importante, e acredito que nem na minha era.
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