Aluno 77
Reescrita
Comecei a escrever aos catorze anos, numa
competição entre um grupo de pessoas que escreviam. Era proposto um assunto e o
tempo previsto, e então, sob essas circunstâncias, apresentávamos nossos
textos. Posteriormente eram lidos e avaliados. Essa experiência foi para mim
como uma brincadeira na qual eu tinha que me expressar e compartilhar com os
outros minhas perspectivas. Senti-me extremamente feliz quando meu texto foi
escolhido e, a partir daí comecei a escrever sobre qualquer coisa. Escrevia sobre
experiências e como eu reagia a elas. Escrever é como organizar ideias que,
enquanto pensamentos, estão bagunçados, e vê-las se tornando algo concreto,
palpável. Escrever também é registrar pensamentos, eternizar palavras. Por
isso, muitas vezes ao reler textos antigos, estranhei em mim mesma aquele
sentimento de outrora.
Nunca tive influencias familiares que me
direcionassem para a literatura, a escrita, ou idiomas. Talvez por isso mesmo
escrever tenha sido sempre uma atividade para as horas de lazer. Prestei
vestibular para Psicologia duas vezes, e, no ano seguinte, percebi que o curso
de Psicologia não contemplava exatamente o que eu gostava de fazer: ler e
escrever. Optei então pelo curso de Letras – Licenciatura. E, por mais atípico
que pareça, obtive total apoio da família. Acredito que qualquer carreira
possui obstáculos, frustrações, mas, nesse sentido, me sinto plena nessa área e
otimista para as experiências ao longo desse percurso.
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