terça-feira, 14 de junho de 2016

Aluno 77
Reescrita


Comecei a escrever aos catorze anos, numa competição entre um grupo de pessoas que escreviam. Era proposto um assunto e o tempo previsto, e então, sob essas circunstâncias, apresentávamos nossos textos. Posteriormente eram lidos e avaliados. Essa experiência foi para mim como uma brincadeira na qual eu tinha que me expressar e compartilhar com os outros minhas perspectivas. Senti-me extremamente feliz quando meu texto foi escolhido e, a partir daí comecei a escrever sobre qualquer coisa. Escrevia sobre experiências e como eu reagia a elas. Escrever é como organizar ideias que, enquanto pensamentos, estão bagunçados, e vê-las se tornando algo concreto, palpável. Escrever também é registrar pensamentos, eternizar palavras. Por isso, muitas vezes ao reler textos antigos, estranhei em mim mesma aquele sentimento de outrora.

Nunca tive influencias familiares que me direcionassem para a literatura, a escrita, ou idiomas. Talvez por isso mesmo escrever tenha sido sempre uma atividade para as horas de lazer. Prestei vestibular para Psicologia duas vezes, e, no ano seguinte, percebi que o curso de Psicologia não contemplava exatamente o que eu gostava de fazer: ler e escrever. Optei então pelo curso de Letras – Licenciatura. E, por mais atípico que pareça, obtive total apoio da família. Acredito que qualquer carreira possui obstáculos, frustrações, mas, nesse sentido, me sinto plena nessa área e otimista para as experiências ao longo desse percurso.

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