No seu
primeiro parágrafo notei dois possíveis caminhos que você iria seguir: se
apresentar mediante a perspectiva de que é uma inteira contradição ou de que é
expressiva. Situar seu leitor é muito importante para “prendê-lo” ao texto. Nos
demais parágrafos a ideia mais desenvolvida é a de contradição, tanto é que
você organiza jogos de palavra que se opõe, para expressar sua volatilidade.
Como sugestão, acredito que você poderia focalizar o fato de ser uma inteira
contradição como unidade temática, logo no primeiro parágrafo, já que a questão
é desenvolvida no restante do texto.
O
exemplo inicial do segundo parágrafo é ótimo para dar concretude ao texto. Ele
permite que o seu interlocutor visualize como a contradição se manifesta na sua
vida. Talvez você pudesse investir em um desenvolvimento mais aprofundado desse
exemplo, para ampliar a aproximação do leitor.
Concluir
que talvez a questão não seja contradição, e sim de integração, foi uma forma
interessante de interligar o início e o fim. No entanto, palavras como tudo e
nada, desapego e apego, muitas, são abstratas no sentido em que não carregam
muita significação para o seu texto, apesar de serem importantes para a
sequência. Talvez você pudesse desenvolvê-las explicando o que é tudo para
você, e o que é o nada; em que se constitui o seu apego e seu desapego; quais
são as muitas, na passagem em que você comenta que é muitas em uma só.
Boa reescrita!
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