terça-feira, 21 de junho de 2016

Aluno 85
Reescrita


Em um dos dias mais quentes no ano de 2004 lá estava eu com 9 anos, brincando com meus amigos em uma rua asfaltada, arborizada e com um considerável. Após muito esconde-esconde e pega-pega, tivemos a brilhante ideia de fazer um piquenique! Então, cada um ficaria responsável de trazer um alimento ou bebida, eu deveria trazer bolachas doces para o evento. Fui até minha casa e perguntei para minha mãe se poderia pegar um enorme pote com bolachas que ficava em cima do balcão ela disse: “ponha as bolachas em um pote menor e leve”. Eu estava com muita pressa (como sempre), pois logo iria escurecer e carros começariam a circular com mais constância pela rua além disso, não queria ter todo o trabalho de trocar as bolachas de pote.
            Nesse momento, apanhei o pote com todas aquelas suculentas bolachas e saí correndo porta a fora, ao atravessar a rua apenas vi as luzes, logo depois, as bolachas voando e o som do pote quebrando. Quando retomei a consciência ao abrir os olhos avistei um carro cinza na frente de minha casa e meus pais em prantos, aparentemente muito preocupados com meu bem-estar. Além disso, metade da rua em torno de meu corpo atirado no chão.
Quando finalmente fiquei ciente do que tinha ocorrido, comecei a chorar, mas não por desespero, mas sim dor, minha cabeça estava doendo muito, provavelmente, pelo fato de eu ter batido ela no asfalto. Além disso, também estava com algumas escoriações e um grande hematoma no braço, pressionei meus braços contra o chão, consegui ficar de pé e ir para dentro de casa. Meus pais queriam me levar ao hospital, pois estavam com medo de eu ter me machucado de forma mais grave, eu disse que não havia necessidade, e só precisaria de um bom banho e uma noite de sono.
Depois de todo o acontecimento alguns vizinhos e amigos próximos vieram até minha casa para saber como eu estava, minha melhor amiga Patrícia disse que aquelas bolachas nem eram tão boas assim. Rimos muito de tudo aquilo, pois eu fui atropelado por causa da pressa de comer e dividir um pote de bolachas.

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