sábado, 5 de julho de 2014

Comentário por Aluno 13


Dora e eu; Anne e você



            Primeiramente, gostaria de deixar bem claro que também sou muito fã de livros que tratam do nazismo, não pela crueldade, que todos sabemos, existiu, mas pela beleza poética com que a maioria deles expressam esse momento sombrio da história. Os autores fazem parecer as narrativas tão sublimes e “delicadas” de maneira que não me surpreende que tenhas te apaixonada por uma delas enquanto criança. Esse foi o primeiro aspecto que analisei: a paixão com que descrevestes Anne e Kitty. Confesso que nunca li esse livro em particular, contudo, da maneira que descrevestes, em ambos os textos, notei a familiaridade que tens com ele e como ele foi importante na tua escolha profissional: Letras. Não sei se compreendi bem a consequência dessa paixão pela leitura, creio que se refira a ela no trecho “Anne mudou a vida de muitas pessoas, fazendo delas seres humanos mais críticos e reflexivos sobre as circunstâncias do mundo que os cerca. ” 
                       Segundamente, gostaria de acrescentar que as referências que fez a personagens de Erico Veríssimo, por exemplo, durante o texto foram muito bem-sucedidas. Como pode perceber, eu também tenho uma personagem favorita: Dora, do livro de Jorge Amado, Capitães da Areia. Gostaria que um dia Dora e Anne pudessem conversar um pouco, mesmo que mantivessem um diálogo em “épocas diferentes”, como tu sugeristes no teu texto.
            Amenizando, então, a parte “elogios”, vamos passar para o comentário referente aos aspectos do texto, afinal, esse é o objetivo. Notei que acrescentaste mais um trecho no agora 4º parágrafo (ou seja, reescrita) que complementou a ideia que tentaste passar nos primeiros parágrafos da escrita. Estavas tentando demonstrar como se interessa por descobrir novos textos e novas histórias a partir da descoberta de uma história inicial, e isso foi comprovado (dando objetividade ao texto) com outros livros sequenciais à leitura de Anne e daquele dicionário vermelho com letras douradas. 
            Interessante, também, em alguns parágrafos anteriores da rescrita, como dividistes um parágrafo para não ficar tão longo e, talvez, dispersante. Confesso que gostaria de ter lido mais citações, tanto dos textos adicionais quanto do livro de Anne, para que a beleza dessa história se prolongasse e para que nós (pessoas que não lemos Anne) pudéssemos “mergulhar” mais nessa tua retrospectiva. Isso nos daria a oportunidade de vivenciar melhor os momentos que tu passaste imaginando figuras e histórias para a enciclopédia.
            Deixo-te, agora, com um trechinho sobre Dora (spoiler) para que tu conheças, então, um pouco da minha companheira, da mesma maneira que me deixastes conhecer a tua:
            “Que importa tampouco que os astrônomos afirmem que foi um cometa que passou sobre a Bahia naquela noite? O que Pedro Bala viu foi Dora feita estrela, indo para o céu. Fora mais valente que todas as mulheres [...] Por isso virou uma estrela no céu [...] uma estrela como nunca tivera nenhuma na noite de paz da Bahia. ” (AMADO, Jorge. Capitães da Areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p.218.)
P.S.: fiquei muito curiosa para saber sobre “como foram afetados os teus relacionamentos”, porque, afinal, tu citaste esse aspecto, mas talvez deixemos para uma outra oportunidade...


Clique aqui para ver a reescrita dos textos comentados.

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