Aluno 100
Reescrita
“Não há melhor fragata do que um livro
para nos levar a terras distantes”, disse Emlily Dickinson. Desse modo, na
minha vida, os livros sempre foram os principais meios de eu embarcar em
grandes aventuras sem sair do lugar. Sendo assim, o meu eu sem a leitura seria
um tanto vazio e sem histórias para contar, pois, a partir dos livros, me tornei
quem sou: tenho a imaginação mais fértil que conheço e me contento em ficar só,
num combo de solidão e prazer por poder aproveitar o meu mundinho, que é esse,
rodeada de histórias que não as minhas.
Minha paixão por ler começou ainda
cedo, com 7 anos de idade. Naquela época, minha mãe me levou para a biblioteca
municipal da cidade em que morávamos para eu poder fazer a carteirinha de sócia
e, daquele momento em diante, me tornei uma leitora ávida por mais e mais
livros. Na escola, por eu ter esse contato apaixonado por ler, as professoras
me concederam um espacinho especial na biblioteca para que eu pudesse pegar
quantos livros eu quisesse por semana. Dessa forma, o meu interesse em acumular
mais e mais leituras foi apenas aumentando e eu nunca me cansava de ler.
Inclusive, havia dias em que eu preferia sentar e ler por horas do que sair e
conversar com outras pessoas. Destarte, sempre fui conhecida por “a guria que
sempre tem um livro em mãos” ou “aquela que está sempre no mundo da lua” ou
ainda “essa que nem sabe diferenciar ficção de realidade”.
Por conseguinte, o meu mundo como
ele é só existe devido as minhas intermináveis viagens através do mundo da
literatura. Dessa maneira, por ser tão apegada a esse lugar confortável em que
eu podia estar, acabei me tornando alguém que, apesar de amar conversar,
prefere ficar em silêncio e me tornei, com o tempo, reclusa na minha “confort
zone” por todos os dias da minha (ainda curta) existência. Não obstante, nunca
me arrependerei de me conectar completamente na leitura, pois ela me trouxe
abrigo e me ensinou coisas que não haveria outra forma de aprender se não por
intermédio dela. Logo, os meus dias são mais felizes quando, ao invés de eu ter
de sair e conviver com o real, eu possa sentar e ler um bom livro. Pois, apesar
do quão irreal é o mundo da leitura, esse mundo é o único maleável e eu posso
conhecê-lo a fundo, enquanto a minha “vidinha” sempre será rodeada de pessoas
que sempre serão um mistério para mim.
Em suma, as muitas (talvez milhares)
de viagens e aventuras que fiz através do tempo foram os livros que me
proporcionaram. Portanto, como na citação de Emily Dickinson, a leitura sempre
será, para mim, a melhor maneira de transmutar e transitar por terras
distantes. E sempre será minha fiel companheira.
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