segunda-feira, 20 de junho de 2016

APRESENTAÇÃO

Aluno 107
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Tiago Iorc questiona: “quem é você que se esconde atrás de um nome qualquer?”, logo, o nome nada importa. 17 anos, movida por amor. 17 anos e clichê. Sonhos de infância: ser cantora, escritora, faxineira, veterinária, professora, dançarina e patinadora do Carrefour. Todos ao mesmo tempo. Sonho da minha família: mais uma médica. Ser médica nunca foi um sonho, mas se tornou um pesadelo.
            “Cada qual sabe amar a seu modo, o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar”, dizia meu escritor preferido. Sei amar a meu modo, e só sei amar o que me faz bem. Ler me faz bem. Tocar piano (música) também. Ficar com minha família, na maior parte do tempo, me faz bem. Meus amigos me fazem bem. Há algum tempo adotei um “lema” que não é meu e sim de outro escritor que me inspira: a infelicidade é questão de prefixo. Parei de colocar prefixos assim na minha vida, e ela melhorou muito.
2015 foi um ano difícil, e foi o ano em que me descobri. Na verdade, eu sempre soube quem eu era, mas nunca tive que refletir sobre isso tanto quanto no último ano, e nunca tive que decidir o que mudaria minha vida. Para mim, heróis existem: se chamam professores. Queria ser heroína. Ser professora é ser heroína. E vicia. Não dá vontade de parar nunca, é a coisa que quero todos os dias pro resto da vida. Em 2015 descobri que eu não sonhava meus próprios sonhos, eu sonhava os sonhos que sonhavam pra mim. Estudei para ser médica quando, a única coisa que sempre tive certeza de que nunca quis ser, era médica. No meio desse caminho (rumo à medicina) haviam professores – para minha família, pedras. Ao longo da minha vida tive ótimos professores, mas desses eu me aproximei como amiga e tive a certeza de que aquele era o mundo no qual gostaria de fazer parte. Tive certeza de quem eu era e de quem eu serei. Drummond me ensinou que de amor andamos todos precisados. Ensinar é amor, e disso todos andam precisados.
Com uma professora de filosofia aprendi que “o importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós”. Faço de mim amor.

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