Aluno 107
1 Versão
Tiago Iorc questiona: “quem é você que se
esconde atrás de um nome qualquer?”, logo, o nome nada importa. 17 anos, movida
por amor. 17 anos e clichê. Sonhos de infância: ser cantora, escritora,
faxineira, veterinária, professora, dançarina e patinadora do Carrefour. Todos
ao mesmo tempo. Sonho da minha família: mais uma médica. Ser médica nunca foi
um sonho, mas se tornou um pesadelo.
“Cada qual
sabe amar a seu modo, o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar”,
dizia meu escritor preferido. Sei amar a meu modo, e só sei amar o que me faz
bem. Ler me faz bem. Tocar piano (música) também. Ficar com minha família, na
maior parte do tempo, me faz bem. Meus amigos me fazem bem. Há algum tempo
adotei um “lema” que não é meu e sim de outro escritor que me inspira: a
infelicidade é questão de prefixo. Parei de colocar prefixos assim na minha
vida, e ela melhorou muito.
2015 foi um ano difícil, e foi o ano em
que me descobri. Na verdade, eu sempre soube quem eu era, mas nunca tive que
refletir sobre isso tanto quanto no último ano, e nunca tive que decidir o que
mudaria minha vida. Para mim, heróis existem: se chamam professores. Queria ser
heroína. Ser professora é ser heroína. E vicia. Não dá vontade de parar nunca,
é a coisa que quero todos os dias pro resto da vida. Em 2015 descobri que eu
não sonhava meus próprios sonhos, eu sonhava os sonhos que sonhavam pra mim.
Estudei para ser médica quando, a única coisa que sempre tive certeza de que
nunca quis ser, era médica. No meio desse caminho (rumo à medicina) haviam professores
– para minha família, pedras. Ao longo da minha vida tive ótimos professores,
mas desses eu me aproximei como amiga e tive a certeza de que aquele era o
mundo no qual gostaria de fazer parte. Tive certeza de quem eu era e de quem eu
serei. Drummond me ensinou que de amor andamos todos precisados. Ensinar é
amor, e disso todos andam precisados.
Com uma professora de filosofia aprendi
que “o importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos
do que os outros fizeram de nós”. Faço de mim amor.
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