1 Versão
Aluno 138
Com três anos as letras me foram
apresentadas pela escola, e por minha mãe. Com quatro anos apesar de saber
escrever apenas meu nome, conseguia ler pequenas histórias, que me eram
contadas anteriormente pelos meus pais. Com cinco anos ingressei na pré-escola,
onde aprendi a juntar letras para formar mais sílabas além das do meu próprio
nome.
Com
seis anos cheguei à escola, na primeira série, já muito ansiosa para formar
frases completas e poder contar minhas próprias histórias. Em casa, havia muito
apoio em forma de leituras aconchegantes antes de dormir.
Com
o passar do tempo, escrever passou a ser algo de lazer, além de uma tarefa
escolar. As palavras não ditas, guardadas para mim, aos poucos foram se achegando
em forma de poesia. Comecei a ler Mario Quintana quando estava na quinta série,
me apaixonei pelos versos mesmo que mais da metade não pudesse compreender.
Tentava repetir seus versos, contando minha vida para o papel, e mesmo que não
fosse e nem chegava perto de ser uma poesia em si, eu expressava tudo que
sentia em uma caligrafia terrivelmente mal feita.
Ler
passou a ser um passatempo tranquilo e feliz, os recreios, em meio a livros,
eram tão bons quanto em meio as brincadeiras. Além de que, eu morava em uma
cidade pequena, e apesar da escola em que estudava fosse uma das maiores
daquela cidade, a biblioteca não passava de uma sala com umas três estantes.
Quando cheguei a idade de frequentar o centro da cidade sozinha, tamanha a
felicidade que fiquei quando peguei meu primeiro livro na biblioteca central.
Que com toda certeza nem chega perto da central de São Leopoldo (onde moro
atualmente), mas que para mim era uma imensidão de livros, a qual eu me sentia
tentada a pegar todos para folhear e sentir o aroma de cada um. Muitos são os
livros que li mais de uma vez, de tão boas que eram as histórias por eles
contadas.
Hoje
em dia ler ainda é um passatempo, mas confesso que não são todas as palavras
que me agradam, nem todos os romances me cativam, e nem todas as personagens
principais me fazem querer seguir com o livro até o final. Mas certamente,
quando leio pequenas histórias como na infância, me apresso em termina-las,
pois só um leitor para saber o quão agradável é terminar um livro que tanto deseja
ler.
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