Reescrita
Aluno 176
A
corrupção é conhecida como o pior dos males que assombra nossa sociedade. Não
são raras as reclamações acerca de políticos corruptos que roubam o dinheiro
dos trabalhadores, as quais, sem dúvida alguma, são verídicas e necessárias.
Embora estejamos todos certos em reclamar nossos direitos a esses políticos,
esquecemo-nos que devemos combater a corrupção também em nosso cotidiano.
Talvez possa parecer clichê a história que você está prestes a ler, contudo, a
moral nela inserida é algo que muitas vezes parece não povoar as mentes de
alguns cidadãos.
Tarde
de terça-feira, dia nublado, por volta do meio dia. Estou me direcionando para
a parada do ônibus D43, muito utilizado por estudantes. Fico aguardando na
fila, como de costume, até a liberação do motorista. Quando isso acontece,
todos vão aos poucos passando a catraca e escolhendo assentos ainda
disponíveis. Muitos acabam sentando em preferenciais, para uso de idosos,
gestantes, obesos ou com criança de colo, mas que são de utilização livre na
ausência de pessoas nessas condições.
Sem mais fila, o motorista dá a
partida e começa a seguir o itinerário. Não consegui sentar, portanto sigo
minha breve viagem até meu destino em pé. Fico distraída, tentando me localizar
a cada rua por não ter condição de ler ou fazer qualquer outra atividade. O
ônibus para em função de recolher mais passageiros e os observo entrar. Entre
eles, vejo uma senhora, aparentemente em torno dos 60 anos, muito simpática ao
cumprimentar o cobrador, mas totalmente ignorada por aqueles que faziam uso dos
assentos preferenciais. Alguns dormiam (ou fingiam), outros mexiam em seus
celulares sem olhar ao seu redor.
Aquela cena me trouxe uma indignação
enorme, mas quando percebi já estava muito próxima à minha parada e precisava
descer. Não sei o que aconteceu depois que deixei o ônibus, se alguém cedeu
lugar ou ela passou seu trajeto de pé, mas essa situação me fez refletir por
muito tempo. Morar em uma capital é quase sempre, sinônimo de vida corrida,
utilizar transporte público o maior contribuinte para isso. Prova é ver pessoas
correndo para pegar e descer do mesmo. Vendo ações corruptas, acabo baseando
as minhas próprias em fazer totalmente o contrário desse cenário caótico.
Se
o único assento disponível for algum preferencial, o utilizo mas sempre
prestando o máximo de atenção a quem entra no ônibus, para cedê-lo caso
necessário. Estamos constantemente buscando nossos direitos perante as leis,
uma vida mais digna, portanto, devemos ser nós mesmos os exemplos, começar por
essas atitudes tão simples, que, além de serem um grande aprendizado para nos
tornarmos seres humanos melhores, podem começar uma grande (boa) transformação
à sociedade.
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